Cerca de 3500 jovens de todo o país juntaram-se este fim-de-semana em Fátima para a actividade que anualmente reúne a juventude portuguesa – Fátima Jovem.
Os departamentos diocesanos congregaram os jovens e animaram os diversos momentos ao longo do fim de semana. O objectivo desta forma organizativa pretendia envolver os jovens para uma participação mais efectiva e mobilizadora.
O Pe. Vasco Pedrinho, Director do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, adianta à Agência ECCLESIA que, apesar da organização com forte pendor diocesano, os movimentos tiveram uma “boa participação e com grande simbiose”.
O Fátima Jovem é uma actividade congregadora da juventude. O director nacional sublinha a comunhão como a imagem prática que a Igreja deve transmitir.
“Sair dos ambientes e lugares próprios para um intercâmbio e conhecimento são momentos de partilha e identificação com a fé e o Evangelho”.
A unidade que se pede nestes momentos “não destrói o específico de cada região e movimento”. Em actividades nacionais como é o caso do Fátima Jovem “pede a diversidade de cada lugar, de cada movimento e de cada jovem”.
A diversidade “é que enriquece a Igreja”, aponta o Pe. Vasco Pedrinho, adiantando que rejeita as «capelinhas».
A diversidade de respostas é visível nas actividades que departamentos diocesanos vão promovendo e que o director nacional vai acompanhando, “tanto fisicamente como espiritualmente”, adianta.
O Pe. Vasco Pedrinho valoriza o esforço dos departamento diocesanos, “mesmo que os frutos só se vejam a longo prazo”. O desafio de ir ao encontro dos jovens “é grande”, pois o que se pede é um compromisso diário “sem vergonhas e sem medos” de modo a que se assumam “como evangelizadores em todos os locais onde se encontrem”.
Rumo às Austrália
Cerca de 150 jovens portugueses preparam-se para o encontro com Bento XVI, na Austrália, durante a Jornada Mundial da Juventude, marcada para os dias 15 a 20 de Julho.
As inscrições pelo departamento nacional até ao momento rondam as 50. As restantes serão de movimentos e “pessoas isoladas”.
Entre repetentes e estreantes nas Jornadas Mundiais o entusiasmo “é já contagiante”. Os jovens querem “ouvir as palavras de incentivo do Papa e estar com ele”.
O Pe. Vasco Pedrinho lamenta que o calendário dos jovens “que poderão ter ainda exames” e a longa distância que “encarece a viagem” sejam limitadores da presença portuguesa.