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Festa do Livro Cristão aquém das expectativas

Octávio Carmo
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A XI Festa do Livro Cristão, que ontem chegou ao fim em Lisboa, ficou aquém das expectativas das editoras no que diz respeito às vendas, embora os presentes reconheçam a importância desta iniciativa para a divulgação das suas obras. O “Rei” desta edição foi Bento XVI, com uma série de títulos consagrados à sua pessoa e, em especial, com a sua nova encíclica “Deus caritas est”, claramente o livro mais procurado na Festa. A edição de 2006 contou com a presença de 14 editoras e com a colaboração especial da Nouvelle Librairie Française. O evento decorreu no Hall do Edifício da Biblioteca da Universidade Católica Portuguesa, entre as 10h00 e as 18h00, com as editoras a apresentarem as mais recentes novidades, para além dos seus fundos tradicionais. Para a Nouvelle Librairie Française, esta foi uma oportunidade para divulgar as suas publicações e dar-se a conhecer junto do público. Já o responsável da Editora Vozes em Portugal, Ozias Filho, lamenta que o mercado seja “muito circunscrito”, apesar de destacar a maior abertura nas livrarias generalistas: “É preciso dissipar o preconceito, aproveitando a maior apetência e o maior investimento nos livros religiosos”. A Paulinas Editora, responsável pela publicação em Portugal da encíclica de Bento XVI, tinha um dos pontos de venda mais solicitados, onde, para além da “Deus caritas est”, havia uma grande procura de material didáctico. Pela Festa do Livro passaram, sobretudo, professores de EMRC, alunos da universidade, religiosos e leigos. Este público encontrou títulos tão diversos como “O Deus dos filósofos contemporâneos”, “O Evangelho secreto da Virgem Maria”, “Religiões, Identidade e Violência”, “Espaços de igrejas, imagens de igrejas”, “Sexo - radical ou politicamente correcto”, “A viagem da vida”, “A arte de fazer catequese” ou “Chrétiens et Juifs dans l’Islam arabe et turc”.


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