Nacional

Formar para a diversidade

Octávio Carmo
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Os desafios de uma Escola culturalmente heterogénea

O reconhecimento da crescente diversidade étnico-cultural da população nas escolas públicas portuguesas marca o estudo “Colaboração Escola/Família, para uma Escola Culturalmente Heterogéneaâ€, de D. Tomaz da Silva Nunes, Bispo Auxiliar de Lisboa. Considerada um “Guia de autoformação para agentes de educaçãoâ€, a publicação é particularmente dirigida àqueles educadores que, em número crescente, actuam em comunidades educativas ou instituições de população multicultural e enfrentam novos desafios de carácter didáctico e pedagógico. D. Tomaz Silva Nunes referiu à Agência ECCLESIA que “precisamos de perceber que em escolas com uma população multicultural, os alunos são portadores de tradições, hábitos, mentalidades completamente distintasâ€. “Nessa escola chamada heterogénea não há um modelo único de vida, pelo que é possível e necessário que se intensifique a relação com a família, indo para além da simples troca de informação, para se chegar a uma colaboração de todos em função de um projecto educativoâ€, acrescentou, lembrando que o actual modelo de administração, autonomia e gestão das escolas prevê a participação da família. A obra foi uma das quatro publicações apresentadas hoje pelo Alto Comissariado para a Imigração e Minorias Étnicas (ACIME), no âmbito da promoção de boas práticas ao nível da educação intercultural, trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela equipa do Secretariado Entreculturas. Esta publicação conta com um prefácio de Ruben de Freitas Cabral, Reitor do Instituto Inter-Universitário de Macau, e consta de um corpo central de dois capítulos teóricos, um sobre a Educação na actualidade, outro, especificamente, sobre a Colaboração Escola-Família; um terceiro capítulo apresenta os testemunhos de duas escolas de população multicultural do distrito de Lisboa.


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