Encerrou-se na segunda semana de Agosto o XV Capítulo Provincial das Franciscanas Missionárias de Maria em Eucaristia presidida pelo Pe. Vítor Melícias, Ministro Provincial OFM.
Na homília, afirmou que «num mundo de luto e angústia, urge não perder a Esperança. Gaudium et Spes, em alegria e esperança, na diversidade que somos, no respeito de cada um por cada outro, caminhamos na diferença multiforme de presenças, em comunhão de ideal do ecumenismo franciscano, realização da mesma identidade. A Fé impele-nos a anunciar a Salvação. O desafio é pôr tudo em andamento, para que todas as criaturas celebrem a Libertação em Cristo, pelo Espírito.»
Há todo um conjunto de sinais na Província, no Instituto e no Mundo que são apelos de Deus ao «Renascer» na nossa vida pessoal e nas nossas comunidades, com ressonância missionária para o Renascer dum Mundo Novo.
Na verdade, no livro da nossa história em Portugal (1895-2007) escrevemos mais um Capítulo. Como o hoje pressupõe o ontem, o nosso documento capitular contém o percurso preparatório e a realidade envolvente, com suas situações e desafios à Missão, iluminada pela Palavra de Deus, luz do nosso caminhar.
Deixamos o livro aberto na página onde fica impressa, qual horizonte de futuro, a nossa resposta missionária, convictas de que tem de ser sempre adequada ao chamamento que nos é feito, em cada época:
ü Discernir pessoal e comunitariamente os sinais que nos vêm das pessoas e situações, e nos desafiam a dar as mãos, sem medo do risco;
ü Actuar em rede e parceria com outros;
ü Apoiar a família e a maternidade/paternidade responsável;
ü Colaborar em projectos: acolhimento a deslocados (Casa Hélène de Chappotin - fmm Porto); Toxicodependentes; Sem Abrigo; A Vida Nasce (Diocese de Portalegre-Castelo Branco); Crianças desfavorecidas; e outros;
ü Valorizar programas de rádio e novas tecnologias de Comunicação;
ü Aceitar integrar organismos de difusão da Mensagem e construção do Mundo Novo;
ü Ter a Formação como prioridade, reconhecendo-a imprescindível à qualidade de vida, participação e competência.
Estas orientações supõem contemplar Cristo na Sua entrega radical e viver a Missão em colaboração com o Mundo e a Igreja no seu tecido eclesial.
“O compromisso missionário permanece o primeiro serviço que a Igreja deve à humanidade de hoje, para orientar e evangelizar as transformações culturais, sociais e éticas” (Bento XVI)
Na palavra de encerramento, a Irmã Maria Celeste Lúcio, Superiora Provincial, afirmou: «No Pentecostes é o Espírito que fortalece e confirma a comunidade reunida na fé em Cristo Vivo. Do Cenáculo saiu a comunidade confirmada e enviada em missão, que havia de se desenrolar ao longo das vicissitudes dos tempos.»
Helena Maria de Figueiredo Coragem/Maria Rosária Nunes