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Guarda aposta nas unidades pastorais

Luís Filipe Santos
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A prioridade pastoral na diocese da Guarda tem de centrar-se na “formação cristã, especialmente para os adultos†– disse à Agência ECCLESIA o Pe. António Moiteiro Ramos, da equipa organizadora das Jornadas de Formação para leigos, religiosos e sacerdotes daquela diocese, realizado dias 16 e 17 de Setembro. Com a participação de cerca de duas centenas de pessoas, este encontro teve o contributo “precioso†de D. Atilano Rodriguez, Bispo de Ciudad Rodrigo, que “tem material escrito sobre estas questõesâ€. A valorização e aproveitamento das centenas de leigos que “já têm uma preparação de base, adquirida na Escola Teológica de Leigos e das escolas inter-arciprestais†– foi outro ponto sublinhado no documento conclusivo. Mas ficou o alerta: “temos de continuar a fazer com que estes leigos construam a sua formação permanente de tal modo que eles assumam nas paróquias os vários ministérios laicaisâ€. Nas paróquias ou grupos de paróquias deve existir espaço onde os leigos, religiosos ou sacerdotes “elaborem os programas pastorais†e se “comprometam na sua execuçãoâ€. Um caminho para a “constituição de unidades pastorais†– referiu o Pe. António Moiteiro Ramos. E acrescenta: “os conselhos pastorais paroquiais ou inter-paroquiais são bons instrumentos para prosseguir esta caminhadaâ€. Como nem todas as paróquias da diocese da Guarda podem “desencadear um programa de formação cristã, julgamos necessário que os sacerdotes, religiosos e leigos se reunam por arciprestados ou zona pastoral e a esse nível programem a formaçãoâ€. Os participantes pediram ainda um serviço diocesano que prepare um conjunto de temas básicos para “serem o centro da formação cristã nas paróquiasâ€. Uma pastoral que ajude os cristãos a perceber o seu papel no meio do mundo. Juridicamente não se pode extinguir paróquias mas na prática (algumas têm somente dezenas de pessoas) “não se pode fazer comunidade. Tem de haver baptizados, catequese, casamentos. Em muitas delas só temos funerais†– lamentou aquele sacerdote. Segundo D. Manuel Felício, estas jornadas pretenderam ajudar a “dar passos para um maior compromisso e uma maior responsabilização dos nossos leigos e religiosas, incluindo leigos consagrados no meio do mundo, em trabalhos de pastoral directa, seja nas paróquias, seja nos distintos serviços diocesanosâ€.


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