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Igreja agradece acolhimento aos portugueses em França

Agência Ecclesia
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Presidente do Serviço Nacional da Pastoral dos Migrantes da Conferência Episcopal Francesa presente em Fátima

D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, agradeceu o acolhimento feito pela Igreja Católica de França aos portugueses emigrantes naquele país.

O prelado falava em conferência de imprensa, dirigindo-se a D. Claude Schockert, bispo de Belfort-Montbéliard e presidente do Serviço Nacional da Pastoral dos Migrantes de França.

“Dou-lhe as boas vindas e, na sua pessoa, quero agradecer a toda a Igreja Católica de França pelo acolhimento que desde há 50 anos, pelo menos, dedicou e dedica a todos os portugueses emigrantes que hoje constituem em França à volta de um Milão em França. Um acolhimento sempre muito fraterno, caloroso e próximo”, referiu D. António Marto.

“É uma dívida de gratidão que Portugal e a Igreja Portuguesa tem para com a Igreja em França e, por isso, queria deixar aqui expresso este agradecimento”, acrescentou.

D. António Marto destacou a “importância particular” desta peregrinação em que participam milhares de emigrantes portugueses, isto porque, “são os irmãos que vêm às suas raízes espirituais neste santuário e que neste momento têm os seus problemas agravados pela crise mundial”.

D. António Vitalino Dantas, presidente da Comissão Episcopal de Mobilidade Humana (CEMH), recordou que esta Comissão tem vindo anualmente a promover esta peregrinação a Fátima, sempre a 12 e 13 de Agosto, e que, nos últimos anos optou por dedicar, anualmente, de forma alternada, uma particular atenção ora a uma comunidade portuguesa em determinado país ora a uma comunidade específica de imigrantes em Portugal.

“Este ano temos a vez dos emigrantes portugueses que estão espalhados pelo mundo e de uma maneira muito especial os que estão na França. Sobretudo na altura da Guerra Mundial, muitos deixaram este país, jovens e adultos, uns para fugir à guerra, ao serviço militar - conheci muitos aí espalhados pela Europa - e outros, a monte, para ter uma melhor oportunidade de vida. A França foi o país que mais gente acolheu”, precisou.

Para o presidente da CEMH, a falta de integração das segundas gerações de migrantes podem levar a explosões sociais , pedindo atenção particular às crianças,  as que mais sofrem “com a desagregação das famílias”.

D. Claude Schockert, por seu turno, admitiu que a comunidade portuguesa em França não está imune à exclusão dos jovens emigrantes, sobretudo nos "bairros populares".

"Quando se é excluído, reage-se", indicou, rejeitando que as tensões sociais tenham origem em "realidades religiosas".

Redacção/Sala de imprensa do Santuário de Fátima



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