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Igreja: Bispo de Angra aplaude avanços no processo de beatificação de Paulo VI

Agência Ecclesia
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D. António Sousa Braga foi ordenado padre pelo Papa italiano

Angra do Heroísmo, Açores, 07 mai 2014 (Ecclesia) – O bispo da Diocese Angra, D. António Sousa Braga, saudou as notícias que dão conta da próxima beatificação de Paulo VI, o Papa que o ordenou como padre.

“Estou muito contente com a canonização de São João XXIII porque teve a coragem de convocar o Concílio; estou igualmente contente com a canonização de São João Paulo II porque teve um longo pontificado e veio três vezes a Portugal, inclusive aos Açores; estou contentíssimo com a notícia da beatificação de Paulo VI”, disse o prelado açoriano em declarações ao portal da diocese.

D. António Sousa Braga destaca a importância do pontífice italiano, Papa entre 1963 e 1978, na implementação do Concilio Vaticano II (1962-1965), e diz que esta beatificação era a peça “que faltava” para completar o ciclo dos Papas que foram decisivos na abertura da Igreja ao mundo.

O bispo de Angra destaca a ação de Paulo VI na condução da Igreja, num momento particularmente “difícil” e de “de grande resistência à abertura” proposta pelo Concilio, sublinhando, para além das questões “afetivas”, a “enorme importância e atualidade” dos documentos assinados pelo futuro beato.

“Paulo VI é o meu Papa pois foi ele que me ordenou em 1970 e eu estudei a Teologia nos anos do seu pontificado. Os seus documentos são de uma enorme profundidade, extraordinários para a época e são textos literários da língua italiana”, conclui.

A Congregação para a Causa dos Santos, da Santa Sé, aprovou esta quarta-feira por unanimidade um milagre atribuído à intercessão do Papa Paulo VI, anunciou o portal de notícias do Vaticano.

O prefeito deste dicastério, cardeal Angelo Amato, deverá encontrar-se com o Papa Francisco para a promulgação do decreto, o que poderá ocorrer ainda esta sexta-feira, acrescenta o ‘news.va’.

O mesmo portal adianta como data possível para a beatificação o dia 19 de outubro, data da conclusão do Sínodo Extraordinário sobre a Família.

Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini nasceu a 26 de setembro de 1897 na Lombardia, Itália, e foi ordenado padre em 1920, tendo entrado ao serviço diplomático da Santa Sé.

Nomeado arcebispo de Milão em 1953, foi criado cardeal em dezembro de 1958, por João XXIII, a quem viria a suceder, cinco anos depois, já com o Concílio Vaticano II (1962-1965) em andamento, tendo-lhe dado continuidade.

Entre 1964 e 1970, Paulo VI fez nove viagens internacionais, as primeiras de um Papa moderno, incluindo a passagem por Fátima a 13 de maio de 1967.

O Papa italiano escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967), sobre o desenvolvimento dos povos; assinou ainda a exortação apostólica ‘Evangelii nuntiandi’ (1975), sobre a evangelização no mundo contemporâneo, e discursou na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a 4 de outubro de 1965.

Paulo VI morreu no dia 6 de agosto de 1978.

OC



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