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Igreja: Bispos vão tomar posição pela manutenção do português na Congregação para as Causas dos Santos

Agência Ecclesia
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OC/Agência ECCLESIA
OC/Agência ECCLESIA

Fátima, Santarém, 07 abr 2016 (Ecclesia) - O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse hoje em Fátima que os bispos católicos se “vão pronunciar” contra o fim do uso do português nos trabalhos da Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé).

“Vamos pedir à congregação que reflita um pouco mais sobre isso, até porque em 2007 houve uma determinação em sentido contrário”, explicou aos jornalistas D. Manuel Clemente, no final da Assembleia Plenária que decorreu desde segunda-feira.

“Esperemos que se reveja esta última atitude, porque não faz sentido, o português é uma das línguas mais faladas no mundo”, acrescentou, recordando em particular a importância do Brasil.

O organismo responsável pelo acompanhamento dos processos de beatificação e canonização na Santa Sé invoca “dificuldades logísticas” para a sua pretensão de eliminar o português do conjunto de línguas de trabalho.

Para D. Manuel Clemente, isso iria “atrasar mais as causas em língua portuguesa”, obrigando a traduzir a “muita documentação” que é exigida pela Santa Sé.

O uso da língua portuguesa foi determinado por uma instrução da Santa Sé, a ‘Sanctorum Mater’ de 17 de maio de 2007, no n.º 127: «As línguas admitidas junto da Congregação para o estudo das causas são: latim, francês, inglês, italiano, português e espanhol»”.

A Congregação para as Causas dos Santos surgiu da evolução da Congregação dos Ritos, nascida em 1588 com a tarefa de regular o exercício do culto divino e de estudar as causas dos santos.

João Paulo II, com a Constituição Apostólica ‘Pastor Bonus’ de 28 de Junho de 1988, mudou a denominação para Congregação para as Causas dos Santos.

OC