Nacional

Igreja quer recuperar sintonia com a sociedade

Octávio Carmo
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Diocese de Viseu prossegue análise sócio-religiosa do território, detectando espaços onde tem vindo a perder influência

A Diocese de Viseu está empenhada num estudo sócio-religioso do seu território, procurando olhar para os espaços onde tem vindo a perder influência e descobrir novos caminhos para o trabalho da evangelização. Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Ilídio Leandro explica que a linha de orientação que se começa a vislumbrar vai no sentido de “aproximar a Igreja do povo, daqueles que hoje são os menos aliados da Igreja: juventudes, escolas, áreas de diversos nível que fogem bastante à acção eclesial”. O Bispo de Viseu presidiu esta Segunda-feira a uma reunião extraordinária do Conselho Presbiteral da Diocese, onde foi feito o ponto da situação do estudo sócio-religioso intitulado “A Diocese de Viseu e novos espaços de Evangelização”. A equipa que coordena os trabalhos apresentou os resultados obtidos após “cerca de metade das entrevistas, dos estudos, das reuniões de grupos”. José Mateus, um dos responsáveis, apresentou já algumas conclusões provisórias, frisando que o que se pretende é incrementar vias de interacção entre a Igreja e a sociedade actual. D. Ilídio Leandro destaca a importância de “ir encontrando algumas perspectivas que o estudo está a dar”, com “conclusões interessantes”. O prelado espera que até Setembro de 2009 o estudo “vá apontando linhas mais concretas e até algumas orientações a ter em conta, para orientar o próximo Sínodo diocesano (2010-2015)”, de forma a responder a “situações de carência que agora se verificam”. Para este responsável, é necessário “auscultar as pessoas e colocar-nos em questão, a todos os níveis”, para evitar “correr o risco de andarmos numa linha paralela, de fazermos uma evangelização que nos leva para um lado e às pessoas para o outro”. Nesse sentido, D. Ilídio Leandro afirma que o estudo que agora está a ser realizado na Diocese é “um acto de necessidade, para que a evangelização conte com as pessoas e vá ao encontro delas”. “Não é que não tenhamos a noção dos valores fundamentais a implementar, de qual é o centro que constitui o conteúdo da evangelização, simplesmente as pessoas são um pólo importante nessa acção e as suas destinatária, por isso, escutá-las e conhecê-las é um princípio de respeito pela dignidade das mesmas”, conclui. Notícias relacionadas • Comunicado do Conselho Presbiteral de Viseu


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