Nacional

Imitar Agostinho

Maria Filomena Calão
...

Há pouco mais duma semana acabou o retiro Tarde Te Amei, orientado pelo P. Dr. Manuel Santos José, da Fundação Maria Mãe da Esperança, correspondendo a uma solicitação do Centro de Formação e Cultura da Diocese de Leiria – Fátima, no âmbito do Ano Agostiniano. Quando se consulta o programa das comemorações verifica-se a quantidade de eventos, nas mais variadas áreas, deixando todos eles transparecer uma enorme riqueza. Esta variedade só por si atesta quanto a vida de Agostinho é fecunda para todos os tempos e não menos para o nosso. Mas viver três dias e meio em ambiente de silêncio, com reflexões muito profundas, recorrendo á Sagrada Escritura; perceber como e quando ela falou a Agostinho daquele Cristo que ele bebera no leito materno mas que a sua fulgurante inteligência tinha dificuldade em captar; percorrer enfim a vida de Agostinho, pela mão experiente do orientador, e beneficiar, pela Comunhão, celebrativamente, da conversão de Agostinho, cujos efeitos potenciados pelo poder de Deus ainda hoje se fazem sentir; tomar contacto com essa conversão tão magistralmente confessada nas Confissões, enfim...é uma graça inaudita! Para muitos, quase seguramente, só agora foi redescoberto o próprio padroeiro da sua diocese, para outros, de norte a sul que participaram no retiro, a descoberta não foi menos importante. No fim do retiro era frequente ouvir-se (ou ler-se nas fichas de avaliação) ...tenho que ler ou, não menos frequentemente, reler as Confissões. Conclusão: todos saímos do retiro como uma grande vontade de imitar Agostinho, de aprofundar o seu pensamento, de sermos amantes de Deus, dos irmãos, da Igreja, como ele foi, ainda que na circunstância concreta da vida de cada um.


Diocese de Leiria-Fátima