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Imprensa cristã pede respeito

Agência Ecclesia
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O VI Congresso da Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIC), que decorre até amanhã no Turcifal, começou com um apelo para que o Estado reconheça a missão de “proximidade” e “independência” desempenhada pelos media católicos. O Pe. António Rego, director do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja. afirmou, na abertura oficial dos trabalhos, que “a imprensa de inspiração cristã tem um dom sagrado e um carisma que mais nenhuma tem”. Sem pretender criticar instituições ou pessoas, este responsável pediu consideração pelo “património histórico” de que são portadores estes órgãos de comunicação. Na conferência de abertura, Luís Santos pediu uma “aposta na inovação permanente”, referindo que os órgãos de comunicação social de inspiração cristã devem inovar na sua relação com o público. Perante um novo panorama mediático, o professor da universidade do Minho aconselhou os 60 participantes a “apostar em espaços inovadores de fidelização e de contacto com o outro”. O especialista considerou ainda que temos “um Estado pouco cumpridor” para com os órgãos da imprensa de inspiração cristã, prestadores de serviço público. “Importa que o Estado cumpra e seja rigoroso nas suas regras”, afirmou Luís Santos. A presidente do Instituto de Comunicação Social em representação do ministro dos Assuntos parlamentares explicitou as alterações em curso no que diz respeito ao porte pago e aos incentivos directos. Em relação ao porte pago “as alterações não podem ignorar a concorrência e o pluralismo” das novas tecnologias, afirmou Teresa Ribeiro. Prevista está um portal de imprensa regional, avançou. Em declarações à Agência ECCLESIA, o presidente da AIC referia, antes do Congresso, que as actuais políticas do governo para os meios de comunicação social estão a afectar em grande escala a imprensa regional do nosso país, pelo que a Associação de Imprensa de Inspiração Cristã é da opinião que é preciso “trilhar novos caminhos”. Segundo o Pe. Salvador dos Santos, a imprensa regional está a viver “um dos piores momentos da história” e como consequência disso “há desânimo, abatimento e jornais a fechar”.


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