Intervenções no património exigem dimensão litúrgica Diário do Minho 17 de Julho de 2006, às 11:20 ... As intervenções realizadas no património religioso devem ter uma dimensão litúrgica, defendeu o Bispo Auxiliar de Braga D. António Francisco dos Santos, a propósito da reunião da Comissão Arquidiocesana dos Bens Patrimoniais. Neste contexto, a Arquidiocese vai procurar que o Secretariado Diocesano da Liturgia dê uma maior atenção a este aspecto. A importância da sensibilidade para a dimensão litúrgica das intervenções a realizar é uma das prioridades da Comissão para os próximos tempos. D. António Francisco dos Santos focou também, neste âmbito, «o registo dos bens, o acompanhamento dos projectos, a valorização do património e a qualidade das intervenções». De acordo com o Bispo Auxiliar de Braga, sente-se «que há uma nova cultura de respeito pelos bens patrimoniais e qualidade das intervenções». Segundo o prelado, «é necessário continuar a trabalhar, a valorizar o património, a fazer o acompanhamento dos projectos e a dar orientações aos sacerdotes, para haver um acompanhamento por parte da equipa de arquitectos e membros da Comissão ». Na reunião foi feita a avaliação do trabalho da Comissão ao longo do ano, sobretudo em termos do registo de bens da Diocese, paróquias e confrarias, do acompanhamento dos projectos e obras e dos projectos de requalificação das igrejas e bens patrimoniais. Em cima da mesa estiveram também os processos que entraram na Cúria e que, segundo o prelado, foram «largas dezenas». O trabalho da Comissão Arquidiocesana dos Bens Patrimoniais foi o assunto que mereceu maior atenção no âmbito de uma reunião do Instituo de História e Arte Cristãs (IHAC), complementar à da Comissão. Outro aspecto abordado foi a questão do Arquivo Diocesano. «Estamos à espera de oportunidade para reorganizar melhor o Arquivo, com possibilidade para consulta», disse o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga. Neste campo é necessário «adquirir estantes para poder montar» o Arquivo, que reúne processos de ordem diocesana, nomeadamente relativos a casamentos e ordenações sacerdotais, a partir de 1910. Os vários volumes estavam na Casa do Paço e agora, «muito provisoriamente», encontram-se armazenados num local da Faculdade de Teologia. O Arquivo ficará no terceiro e quatro pisos da Faculdade, onde já foram feitas intervenções, disse D. Jorge Ortiga. A propósito da importância destes documentos e da sua acessibilidade, o prelado afirmou que «não se faz nenhum estudo de ordem histórica sem acesso ao Arquivo». A história da Diocese, os inventários e as jornadas de formação foram outros aspectos abordados. A propósito deste último aspecto, o Arcebispo de Braga disse que as Jornadas do Património Cultural da Arquidiocese de Braga «têm tido uma adesão significativa, mas podem ter mais». Diocese de Braga Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...