Nacional

METANOIA pela Paz

Luís Filipe Santos
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“Criar uma rede de pessoas que entendam e desejam a não-violência como horizonte de acção na sociedade†era o objectivo do encontro que o Metanoia - Movimento católico de Profissionais - promoveu no passado dia 9 de Março, em Lisboa, e que na opinião de Alfreda Fonseca, coordenadora deste organismo, “foi muito positivo porque correspondeu aos nossos objectivosâ€. Nesta iniciativa, que tinha um painel de intervenientes diversificado, os participantes colocaram em evidência que “a não violência é uma forma alternativa de procurar solucionar os problemas†– reconheceu Alfreda Fonseca, que adiantou ainda “que a cultura da não-violência não é uma atitude passiva, um passivismo ingénuo†mas sim “uma tentativa de resolução de problemas†que para o Metanoia “parece ser um avanço civilizacionalâ€. Como referiram os vários oradores: “é fundamental conseguir dominar a violência que existe no ser humano e canalizá-la para um âmbito que não seja destrutiva do outro†mas “construtiva para uma realidade comumâ€. Nesta linha de raciocínio, a coordenadora do Me-tanoia salienta que “é necessário encontrar as mediações objectivas sem utilizar a lei do mais forte, a lei de Taliãoâ€. Tal como disse Graça Frias, da Amnistia Internacional, que o “sonho comanda a vida†isso não implica que a paz seja entendida como uma utopia porque a paz “é um esforço quotidiano†embora ao nível dos valores “seja considerada uma meta†– disse Alfreda Fonseca. No final do ano passado, mais concretamente em Outubro, o Metanoia aprovou uma proposta para uma «cultura de não violência». Um documento, que segundo Alfreda Fonseca, em declarações à Agência ECCLESIA, não estava “a antecipar o momento actual, de uma iminente guerra ao Iraque†mas “porque estas questões sempre foram objecto da nossa reflexãoâ€. E adianta: “a não-violência é uma forma de ceder ao outro mesmo quando não se concorda com aquilo que o outro propõeâ€.


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