É já este fim-de-semana que se celebram, em 7 dioceses do país, o milésimo Convívio Fraterno, uma experiência iniciada há 38 anos e que já chegou a mais de 40 mil jovens.
Este é um movimento de espiritualidade, e de acção de jovens católicos que, de acordo com a orientação e directrizes da Igreja, propõe a vivência, testemunho e anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo, como oportunidade de realização individual, familiar e social de todos os jovens que a ele adiram através da participação num Convívio Fraterno e de meios individuais e colectivos de perseverança postos ao seu alcance.
O movimento Convívios Fraternos corresponde a duas fases distintas, embora complementares: participação num curso a que chamamos Convívio Fraterno e caminhada em Igreja, com auxílios especiais, a que chamamos Post-Convívio.
O Pe. António Valente, criador deste movimento, mostra à Agência ECCLESIA a sua satisfação pelos “testemunhos de pessoas que relatam a sua transformação após os Convívios”.
Foi em Maio de 1968 que no Batalhão de Infantaria de Castelo Branco, para militares desta unidade e do Regimento de Cavalaria nº 8, também sediado na mesma cidade, se realizou a primeira experiência de um Convívio Fraterno. Após o seu regresso do ultramar, em 1972, o Pe. Valente alargou a experiência também a jovens não militares, alcançando os mesmos objectivos e entusiasmando-os por este encontro com Deus.
Em 1973 os convívios juntaram rapazes e raparigas “algo muito contestado naquela altura”, lembra o Pe. Valente.
D. António Carrilho, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família, envia uma mensagem por ocasião deste aniversário, na qual destaca o papel do movimento como “experiência de fé, descoberta pessoal, alegria e projecto de vida”.
A missiva, publicada no jornal “Balada da União”, dos Convívios Fraternos, estimula o movimento a “prosseguir e alimentar a experiência de fé e comunhão eclesial, pessoalmente e em grupo”.
Durante estes 38 anos já fizeram esta experiência de Deus 41 mil jovens nos 999 Convívios Fraternos que, até esta data, se realizaram a nível nacional e internacional, uma vez que o movimento também está implantado em Moçambique, nordeste do Brasil, Suiça, Luxemburgo e França na zona de Paris. Em jeito de balanço, o Pe. Valente continua a acreditar nesta experiência “como forma de resposta aos problemas religiosos e morais dos jovens de hoje, um primeiro anúncio da Boa Nova numa experiência de amor cristão”.
Os Convívios estão presentes em todas as dioceses de Portugal excepto nos Açores; a nível de casais está implantado no Porto e em Setúbal.
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