Nacional

Mobilizar os trabalhadores para o associativismo

Luís Filipe Santos
...

Como há um certo “alheamento dos trabalhadores para o associativismoâ€, a Comissão Nacional de Pastoral Operária realizou o seu encontro anual, dia 17 de Novembro, para debater a temática da participação no associativismo neste tempo de instabilidade e de globalização. Américo Monteiro, Coordenador Nacional da Pastoral Operária, declarou à Agência ECCLESIA que em termos de “dinâmica sindical há dificuldades de mobilização dos trabalhadoresâ€. Realizado em Aveiro, este encontro congrega vários colectivos. Os movimentos ou grupos que fazem trabalho de Igreja no mundo operário, como a Juventude Operária Católica (JOC), Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças MAAC, Padres e Religiosas Em Mundo Operário (PEMO e REMO). Apesar das dificuldades “conseguimos fazer coisas engraçadas e temos gente empenhada†– frisou o coordenador. A Pastoral Operária é um espaço de reflexão, de partilha de experiências e de acção evangelizadora do mundo operário. Neste contexto estimula a formação humana e cristã de militantes operários católicos e o seu empenhamento pessoal e comunitário em estruturas e actividades de formação e apostolado. Neste contexto de mobilizar os militantes, Américo Monteiro aponta as razões do alheamento: “Medo de perder o emprego e não ter um trabalho muito fixo. A questão do trabalho precário também influenciaâ€. Por outro lado, o coordenador realça que a dinâmica dos sindicatos também “não cativa muito os trabalhadoresâ€. Estes colocam “reservas a algumas actuações de dirigentes e sindicatosâ€.


Pastoral Operária