O Mosteiro de São Martinho de Tibães está em contacto com vários agentes turísticos no sentido de atrair mais visitantes estrangeiros. Paulo Oliveira, responsável pelo Serviço de Educação e Comunicação, adianto ao Diário do Minho que a quantidade de visitantes de fora do país representa apenas um por cento do total de visitas às instalações do Mosteiro, pelo que a direcção está empenhada em diminuir esse desequilíbrio.
«Braga tem uma componente patrimonial e turística muito forte, mas o Mosteiro de Tibães continua de lado do triângulo religioso Bom Jesus – Sameiro – Falperra», lamentou o dirigente, referindo que a maior parte dos visitantes estrangeiros são levados e encaminhados por agências de viagens, sendo muito diminuto o número de turistas que se desloca “sozinho” ao Mosteiro de Tibães.
Paulo Oliveira está convencido de que se houvesse mais transportes públicos e um reforço da sinalização do Mosteiro na cidade as visitas cresceriam.
«A Câmara de Braga melhorou bastante a sinalização aquando do Euro, mas as placas são muito pequenas», refere.
Para o responsável pelo Serviço de Educação e Comunicação, as placas deviam ser todas castanhas e colocadas em mais locais da cidade para informação dos turistas. «As placas brancas são demasiado pequenas para serem identificadas ou reconhecidas pelos condutores. Quem for desta região e conhecer a cidade, não tem problemas, mas quem for do Porto ou de Lisboa depara-se com dificuldades», realçou.
A zona do Mosteiro é servida diariamente por uma carreira dos Transportes Urbanos de Braga, mas a sua frequência é considerada insuficiente.
Para atrair mais visitantes, a direcção tem vindo a apostar na qualidade e divulgação das iniciativas que promove durante o ano, desde exposições a concertos, passando pelas conferências e actividades destinadas às escolas, centros sociais, autarquia e outras instituições. «Temos apostado muito em grupos de escolas e de terceira idade com actividades específicas e isso reflecte-se no aumento do número de visitantes», disse Paulo Oliveira.