Apostar na evangelização das crianças é uma forma de atingir também os seus pais. “Há que investir a sério na catequese”, aponta Maria Emília Carreira, responsável pela actividade pastoral nas dioceses do Movimento Mensagem de Fátima.
Há cerca de seis anos, o MMF encetou caminho dirigindo-se às crianças. Fruto das aparições do anjo, “concretamente na terceira aparição”, ao longo destes anos, “tentamos chegar às crianças”, mas à medida que o seu trabalho é solicitado, nomeadamente através da pessoa do pároco.
“Quem faz a experiência de adoração com Jesus, não mais a esquece”, garante. O objectivo é sensibilizar os catequistas e outras pessoas comprometidas nas paróquias, para levarem as crianças à adoração eucarística e “ao encontro com Jesus Cristo”.
Este passado fim de semana, o MMF reuniu em Fátima, 120 participantes nas Jornadas dos Animadores de Adoração com Crianças. O objectivo é “formar animadores, capazes de nas suas paróquias, levar as crianças a este encontro”.
A organização realiza encontros com os catequistas, formação, e realizam adorações para “que catequistas e crianças possam experimentar”.
O MMF está presente em “quase todas as dioceses”, mas esta é uma proposta que chega a quem solicita. “Não entramos, sem que solicitem o nosso trabalho”, explica Maria Emília Carreira, apontando que o pároco tem um papel imprescindível na motivação.
“Há que levar as pessoas a aprofundar a fé, na presença real de Cristo”, aponta a responsável pela actividade pastoral.
Através de guiões, já publicados, são apresentados esquemas que podem servir de guia à adoração. “Para quem começa é benéfico ter um guia”, aponta. Esta proposta é depois aplicada e adaptada no grupo, “tendo em conta as solicitações, e a capacidade de escuta do grupo”.
Os pastorinhos de Fátima são “símbolo da mensagem”, aponta Maria Emília Carreira. Foram as “primeiras crianças a adorar Cristo”.
A responsável recorda experiências que testemunhou onde percebeu “a verdade de gestos e palavras das crianças nos momentos de adoração”.
Sendo um experiência muito íntima, e claramente diferente entre adultos e crianças, Maria Emília Carreira explica que às crianças é preciso explicar, mas através “da conversa e estímulo”, se conseguem perceber momentos muito “significativos”.