Nacional

Música Agostiniana

Luís Filipe Santos
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Percurso de Santo Agostinho em músicas originais

Na véspera da dedicação da Sé de Leiria (12 de Julho) foi apresentado, nos claustros daquele templo, um CD duplo – Santo Agostinho: o cantor da sede de Deus – com obras musicais originais do Ano Agostiniano. Em declarações à Agência ECCLESIA, o Pe. Armindo Janeiro, revelou que o lançamento desta obra “foi o culminar de três anos de trabalho”. A diocese de Leiria – Fátima celebrou o Ano Agostiniano (de Novembro de 2003 a Novembro de 2004) mas com o antes e o pós “tivemos três anos de intenso trabalho” – disse este sacerdote. Com este Ano a diocese de Leiria-Fátima celebrou os 1650 anos do nascimento de Santo Agostinho, seu padroeiro - Bispo e Doutor da Igreja, figura ímpar da cultura ocidental -, de quem João Paulo II dizia que todos, na Igreja e no Ocidente, nos sentimos um pouco discípulos e filhos. No campo da música, criaram-se várias obras musicais que agora se apresentam num CD duplo, gravado ao vivo. Um com a Cantata Santo Agostinho - o cantor da sede de Deus, de António Cartageno. O outro, com três obras diferentes: Summa Augustiniana, de João Santos; Servus Tuus Humilis, de Alberto Roque; e um Moteto Fecisti nos ad Te, o Deus, de Joaquim Narciso. Um “processo criativo” confrontado com a pessoa de Santo Agostinho e “os desafios que ele lançava” – sublinhou o Pe. Armindo Janeiro. E adianta: “uma obra polifónica com dramatismo na expressão”. Editada pela Paulinas, esta obra mostra “a criatividade dos autores na leitura do percurso de Santo Agostinho”. Um CD que “nos enriquece a nossa experiência humana e de fé” – mencionou. Com o lançamento da obra musical, o Pe. Armindo Janeiro anunciou que “foi a última actividade” mas deixa a porta aberta para repetições. “Pode acontecer a repetição da cantata daqui a uns tempos”. Ao fazer uma avaliação de todas as actividades do Ano Agostiniano, o Pe. Armindo Janeiro já sente saudades e revela “vai fazer-nos falta” e “é um vazio que se cria”.


Diocese de Leiria-Fátima