“O Evangelho encarna em todas as realidades do homem. Não há nenhum mal na música nem no futebol porque ser cristão não é ser diferente dos outros mas usar as coisas na perspectiva cristã” – disse à Agência ECCLESIA o Pe. João Luis Paixão, responsável pela Pastoral da Juventude da diocese de Setúbal que organizou, recentemente, o V Encontro de Bandas Católicas daquela diocese e organizará, 28 de Fevereiro, o 3º Campeonato de Futebol de Cinco da Pastoral Juvenil.
Em relação ao encontro musical, o responsável realçou que foi uma “oportunidade dos vários grupos de jovens das comunidades desta diocese de se encontrarem e fazerem a festa” onde não faltaram os grupos de fãs e os “prémios para as claques”. Actualmente, já existe um número razoável de bandas católicas neste território eclesial. “Grande parte delas são amadoras mas algumas tem um caracter mais profissional” – revelou o Pe. João Luis Paixão. Como os jovens gostam de cantar, os párocos “adequam as Eucaristias para este tipo de músicas”.
Este ano, o encontro foi subordinado ao tema “Toma a tua cruz e segue-Me” e no Fátima Jovem umas das bandas - «Luz Jovem» de Corroios – representa a diocese. E acrescenta: “temos uma banda - «Terceira Margem» - que é bastante conhecida”
Ao nível das apostas para o futuro, o responsável constatou que o “grande dinamismo está centrado no estudo da Sagrada Escritura”, tal como o plano trienal da diocese de Setúbal, mas não deixa de ter outras actividades mais lúdicas como é o campeonato de futebol que “tem cerca de 25 equipas inscritas” – disse.
A Pastoral Juvenil tem de dar “aos jovens aquilo que as paróquias não lhes podem dar”. E acrescenta: “vigílias de oração, retiros e caminhadas a pé a Fátima todas as paróquias têm e fazem” por isso “temos de ser inovadores”. Em Junho, os jovens voltam a congregar-se e “faremos uma concerto – no parque da Paz, em Almada, - com as nossas bandas católicas”. Para além desta actividade “levamos também o Evangelho de S. Marcos onde os jovens estão”.
Sendo esta diocese de acolhimento para muitos estrangeiros e também portugueses de outras regiões, os párocos têm uma preparação mais atenta para esta realidade. “No último ano de seminário temos um trabalho específico nesta área” – afirmou.