Novos programas de EMRC prontos em Julho LÃgia Silveira 06 de Junho de 2007, às 16:20 ... Os programas da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica estão a ser ultimados, devendo estar prontos em Julho. Serão posteriormente publicados e acessÃveis para serem homologados pelo Ministério de Educação. Como a Igreja Católica é a única autoridade para organizar os conteúdos de EMRC, “não haverá grande problema, é apenas um aspecto formalâ€, apesar de ter consequências. Esta homologação dota no entanto, este programa de um carácter oficial, como “possÃvel de ser implementado no sistema educativo portuguêsâ€. “Este ano, o programa fica prontoâ€, adianta à Agência ECCLESIA Jorge Paulo, responsável do departamento de EMRC do Secretariado Nacional de Educação Cristã, disponibilizando os conteúdos desde o 1º ano até ao 12º ano de escolaridade. Depois da aprovação do programa, vai proceder-se à elaboração dos materiais - manual e caderno do aluno, manual do professor e outros materiais que se considerem pertinentes para a implementação do programa. As equipas que irão produzir os materiais para o 1º, 5º, 7º e 10º anos, estão “a ser preparadas†e irão trabalhar durante o próximo ano. O que leva a que os programa ainda não entrem em vigor, “apenas serão implementados em escolas piloto e só para o 1º, 5º, 7º e 10º, para que seja possÃvel a adequação dos materiais e que haja um constante feedback sobre o programa por parte de alunos e professoresâ€, sendo que estas “reacções são fundamentais para melhorarmos os recursosâ€. Em 2008 prevê-se a aplicação dos manuais preparados “em todas as escolas e para todos os alunosâ€. No ano seguinte, 2008-2009, vai experimentar-se a aplicação dos materiais do 2º, 6º, 8º e 11º, “tudo de forma faseada para que os materiais sejam produzidos com consistência, tendo em conta o feedback das escolas, e haja tempo para uma adaptação das pessoas ao novo programaâ€. O programa vai também ser lançado junto dos professores, num Fórum a decorrer nos dias 6, 7 e 8 de Setembro, em Fátima, “de lançamento dos programas, como forma de os dotar dos objectivos comunsâ€. O êxito da disciplina, segundo Jorge Paulo, depende da relação dos professores com os seus alunos, “relação pedagógica, do despertar o interesse dos alunos, da mobilização da escola e do desenvolver actividades interessantes a nÃvel pedagógico e que responda aos interesses e necessidades dos alunosâ€. A somar a isto, EMRC depende também da “qualidade dos materiais à disposição dos alunos, que no fundo são a imagem da disciplina perante os pais, a escola e os colegasâ€. A aposta nas novas tecnologias, não apenas no manual “em papel, mas na sua interacção com a internet são aspectos cruciais para desenvolver nos alunos a sua apetência pela disciplinaâ€, explica o responsável do departamento de EMRC. De qualquer forma, “o próprio programa perspectiva vários contactos de trabalho inter disciplinar na escolaâ€, sendo este um factor essencial para que os alunos percebam que EMRC, a par doutras disciplinas, não é “um compartimento estanque mas está relacionada com outras áreas de saberâ€, explica Jorge Paulo, “não esquecendo a perspectiva ética e moral orientada a partir da perspectiva religiosaâ€. A arte é também uma aposta, “sublinhando o aspecto simbólico e artÃstico do religioso, que até agora se encontrava descurado no programaâ€. A adaptação à realidade portuguesa e aos desafios que a educação manifesta é o objectivo da disciplina de forma a “tornar interessante para os alunos a abordagem religiosaâ€, nomeadamente a abordagem cristã “mas na perspectiva de relação com a sua própria vida e com o âmbito das outras áreas do saberâ€, porque sublinha o responsável do departamento de EMRC “é impossÃvel leccionar literatura sem recurso à cultura religiosaâ€. Uma questão que não está equacionada, nem posta em prática, “pois a cultura religiosa é essencial para perceber as outras áreas, como história ou a literaturaâ€, acontecendo mesmo casos em que os professores não estão dotados de “formação teológica adequada para contextualizar determinados conteúdosâ€. O professor de EMRC deve ser “um apoio e uma mais valia nos conteúdosâ€. Depois de um ano lectivo conturbado, onde não se percebeu o lugar da disciplina curricular de EMRC dentro do próprio currÃculo, “o novo ano não se perspectiva muito diferenteâ€, explica Jorge Paulo. Razões que se prendem com a dificuldade em concertar o diálogo entre o Ministério da Educação e a Igreja com vista à clarificação e enquadramento da disciplina no sistema educativo. “A nova legislação vai saindo, esquece o lugar de EMRC e retira-lhe espaçoâ€, devido à s actividades de enriquecimento curricular que “são adicionaisâ€. “Não há condições para que se possa desenvolver um trabalho sério junto das escolas e dos alunos, parecendo um menosprezar da disciplinaâ€, lamenta, apesar de do ponto de vista legal, EMRC se manter uma disciplina curricular. EMRC Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...