Experiências marcantes de «gente» que parte para auxiliar nos países lusófonos.
O Voluntariado Missionário é “fantástico e deve ampliar-se cada vez mais” – disse à Agência ECCLESIA D. Abílio Ribas, Bispo de S. Tomé e Príncipe, no Dia do Voluntariado Missionário que hoje (14 de Outubro) se celebra. Com a falta de missionários, cada grupo - com a sua própria actividade específica e com a actividade indicada pelo bispo local - que vai para “S. Tomé é uma espécie de ar fresco ou de novo sangue que entra” – sublinhou o prelado deste país lusófono.
D. Abílio Ribas aprecia o trabalho desempenhado pelos leigos missionários e quer que “voltem sempre”. Diana Nunes, Voluntária das Missionárias da Consolata, esteve a trabalhar durante o mês de Agosto (em 2003) na Guiné-Bissau. Para ela, esta experiência missionária foi “muito enriquecedora”. “Estivemos a trabalhar a nível educacional (aulas de português, guitarra e liderança) e trabalhamos também no campo da saúde em primeiros socorros” – disse. Ao recordar a sua estadia, Diana diz que as crianças a marcaram muito. “Não têm nada mas um sorriso que encanta o mundo”.
O Mário Rui é um «experiente» leigo missionário em projectos da Fundação Evangelização e Culturas e do ISU. “Estive a trabalhar em Angola, Moçambique, Guatemala, Guiné e S. Tomé e Príncipe” – realça. Normalmente em projectos ligados à educação e na formação de professores. Trabalhou (durante dois meses) com crianças na Guatemala mas “foi uma situação desgastante” porque “há muitos problemas graves ligados com o alcoolismo e prostituição”. Foram experiências gratificantes e “uma grande página da minha história”. A Rita pertence aos jovens Sem Fronteiras e esteve na Guiné a trabalhar na área da saúde e da educação. “Ajudei também na promoção feminina” – realçou. E acrescenta: “guardo a imagem daquelas pessoas que me acolheram muito bem”. “Deixo esta folha da missão aberta”.
“Mudou o rumo da minha vida porque alterou o meu interior” – disse a Ana Rita que pertence à Equipa de África (Estudantes Universitários Católicos). Talvez no próximo Verão volte a Moçambique porque as pessoas “encaram tudo com um sorriso”. “Há muita pobreza mas muita riqueza interior” – finalizou.