Nacional

O esquecimento dos doentes mentais

Luís Filipe Santos
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A Casa de Saúde S. Miguel, Ponta Delgada, está a celebrar as suas bodas de diamante (75 anos). Para comemorar esta efeméride organizou um congresso de reabilitação psicossocial porque “os doentes mentais estão esquecidos†– alertou à Agência ECCLESIA Suzete Frias, directora da referida Casa de Saúde. Subordinado ao tema “Reabilitação na Comunidade e com a Comunidadeâ€, este congresso, realizado nos dias 29 e 30 de Maio, pretendeu ser “uma reflexão sobre as políticas nacionais, sobre o que existe e o que falta fazer†– avançou. Que seja um ponto de partida “para reforçar as redesâ€. Se actualmente a comunicação social está a dar “outra visibilidade a este problemaâ€, o mesmo não acontece “ao nível políticoâ€. Estes encontros “devem sensibilizar mais os políticos para a questão dos doentes mentais†porque “talvez devido à sua incapacidade de se manifestarem e de votarem são sempre ignorados†– denunciou Suzete Frias. E alerta: “a toxicodependência está na moda†por isso “esquecem as outras problemáticas da Saúde Mentalâ€. Nesta ilha do arquipélago dos Açores, as patologias mais problemáticas ao nível da saúde mental “são as psicoses esquizofrénicas†para além “da toxicodependência e alcoolismoâ€. Situações derivadas “da importação de alguns repatriados†que trazem consigo “patologias psiquiátricas associadasâ€. A vivência numa ilha, sublinhou Suzete Frias, favorece também “as doenças bipolaresâ€. À comunidade de Ponta Delgada, a directora da Casa de Saúde S. Miguel pede “uma maior aproximação a estes doentes†para que “não se sintam tão estigmatizadosâ€.


Irmãos S. João de Deus