Nacional

O lugar da afectividade na educação

Luís Filipe Santos
...

“Educar não é formatar, não é endoutrinar... a educação é sempre uma proposta de alguém que transmite ao outro o melhor que tem. E nós só podemos transmitir ao outro o melhor que temos se o amarmos” – disse o presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã, D. Tomaz Silva Nunes, no dia do educador cristão (8 de Outubro), no Colégio de S. João de Brito, em Lisboa. como a educação “é sempre uma troca” – sublinha o prelado -, o educador também se educa na medida “em que se compromete nesta aventura da educação”. Por isso – realça o director do Secretariado Nacional da Educação Cristã, Pe. Augusto Cabral – “a nossa preocupação é fazermos uma educação de qualidade, com projecto, reconhecida cientificamente, com um integralidade da pessoa ao serviço do mundo e do Reino de Deus”. Integrada na Semana Nacional da Educação Cristã, nesta actividade a psicóloga, Cristina Sá Carvalho, partilhou com os participantes que o ser humano “é tanto intelecto como afecto. A dominante afectiva é fundamental para aquilo que nós habitualmente na escola chamamos a qualidade da relação pedagógica”. Nesta linha da afectividade, D. Tomaz Silva Nunes salienta que “gostaríamos que toda a gente atingisse patamares mais elevados da realização da vida através da afectividade, e isso só pode acontecer se ela for olhada como expressão pessoal, relacional e transcendente” E completa: “há muitas formas de entender hoje a vida afectiva que estão longe de corresponder a um conceito mais profundo de amor”.


Educação