O milagre de Portugal em livro LuÃs Filipe Santos 30 de Abril de 2008, às 15:58 ... D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, apresentou a sua obra «Portugal e os Portugueses», uma realidade improvável Portugal e os portugueses complementam-se. Uma afirmação introdutória e que serve de base para o livro de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, «Portugal e os Portugueses». A obra foi apresentada ontem (dia 29 de Abril), na Livraria «AssÃrio&Alvim», em Lisboa, por Guilherme de Oliveira Martins, o qual disse à Agência ECCLESIA que “a cultura portuguesa é extremamente abertaâ€, visto que “ganhámos sempre que nos abrimos e acolhemos outrosâ€. «Notas de Cultura Portuguesa», «Religião na Europa» e a transcrição de duas entrevistas são os dois pilares desta obra do presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais. “Somos uma realidade improvável†– disse o autor. E completado por Guilherme de Oliveira Martins: “temos todas as razões para desaparecer, mas estamos cáâ€. Identidade, diferença e pluralidade de valores são elementos constitutivos desta “pessoa colectiva†que é Portugal. “Recebemos várias influências, no entanto fomos à descoberta do mundo†– referiu o apresentador da obra. Composto “de muitos escritosâ€, D. Manuel Clemente salienta que “alguns deles têm algumas décadasâ€. Reflexões de outrora com marca actual. “O que somos como colectivo histórico e como pátria polÃtica e espiritual†– disse. Com alguma “estranheza†e “quase milagre de renascerâ€, Portugal não tem uma grande probabilidade de origem. “Não somos recortados geograficamente no conjunto da PenÃnsula Ibérica†– afirmou o autor da obra. Olhando para a história do paÃs mais ocidental da Europa, Guilherme de Oliveira Martins realça o nome premonitório: «Portucale». “A designação é um porto de onde partimos e chegamosâ€. Um caminhos feito de interrogações, no entanto “não nos situamos numa perspectiva redutora mas abertaâ€. Neste contexto de abertura ao mundo, o orador frisou que a lÃngua portuguesa ultrapassa as fronteiras e “chega a muitos milhões de falantesâ€. “É algo de extraordinário†– completa. Os portugueses partiram deste rectângulo com as suas caravelas e “colocaram a nossa lÃngua como algo de universalâ€. Naqueles áureos séculos, o português “chamava-se cristãoâ€. Guilherme de Oliveira Martins salientou com especial ênfase que no mundo contemporâneo “há muita intolerância e tensões muito gravesâ€. Nestas tentações de choque entre civilizações, o apresentador da obra «Portugal e os Portugueses» sublinha que “há condições positivas†para procurarmos “verdade, apesar de sermos imperfeitosâ€. E acentua: “nunca podemos dizer que a verdade é o fundamento de qualquer sistema polÃticoâ€. Sendo uma realidade antiga da Europa, Portugal quando se “sente mais fraco tem mais força para continuarâ€. Um livro de História com histórias e laivos de poesia. “Eu não sou poeta, mas o ir além da prosa – do quantitativo e verificável – ajuda†– adianta o Bispo do Porto. Explicações difÃceis, mas um livro com “as nossas históriasâ€. Um fio condutor “para uma pessoa colectiva com dez séculos†e “uma costa constantemente mariana, num rosário de invocações da Mãe de Deus†– escreve no livro. Publicações Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...