O programa televisivo «O Oitavo Dia», que a TVI transmite todas as semanas após a Eucaristia dominical, representa um marco da produção religiosa da televisão portuguesa.
O programa televisivo “O Oitavo Dia”, que a TVI transmite todas as semanas após a Eucaristia dominical, representa um marco da produção religiosa da televisão portuguesa.
Para a cara do programa, o Pe. António Rego, “O Oitavo Dia tem muito em conta ao que as pessoas aceitam e o que rejeitam”.
“Tento que a linguagem seja sempre o mais simples possível, participativa, com gente por dentro, caras, e não apenas teorias abstractas, peças de museu, esculturas. O programa está muito marcado pelo rosto humano e pela perspectiva cristã nesse mesmo rosto”, revela à Agência ECCLESIA.
A história de “O Oitavo Dia” iniciou-se em 1994 e desde então conta já com mais de 500 programas, milhares de pessoas, locais, obras de arte e peças musicais. Toda uma diversidade que é assumida pelo Pe. António Rego: “há programas temáticos, feitos em estúdio ou, na sua grande maioria, no exterior, programas em directo nos locais da Eucaristia dominical”.
Não estamos na presença de um produto de informação, como o próprio autor reconhece. “O programa não tem nenhum compromisso sequencial nem de dias mundiais disto ou aquilo, porque parte do pressuposto que há outros a fazer isso: tem reportagens internacionais, dos 5 continentes, sobre a situação dos cristãos e sobre questões culturais, estéticas, simbólicas”, afirma.
A produção de “O Oitavo Dia” envolve perto de 10 pessoas, quando é feito em directo, do exterior, e não mais de três quando a recolha de imagens é feita pelo próprio Pe. António Rego.
O autor e realizador do programa assume que não trabalha para as audiências, mas sempre diz que está muito atento na segunda-feira ao tipo de gente que viu o programa. O público a quem se dirige “O Oitavo Dia” oscila entre os espectadores que acabaram de ver a Missa e os que se preparam para assistir ao TVI Jornal.
“Há uma linguagem comum e as grandes questões simbólicas da arte, por exemplo, são questões universais”, assume o Pe. António Rego.