Nacional

O papel dos universitários na evangelização da cidade

Luís Filipe Santos
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“Cada vez mais uma sociedade de rosto humano não pode ser só fruto da eficácia, mas também da prossecução de valores” – alertou D. José Policarpo, Patriarca de Lisboa, os finalistas presentes na bênção dos universitários da diocese de Lisboa, dia 14 de Maio. Para ajudar a construir “um mundo belo, não bastam programas, é precisa a utopia de um ideal, na vivência do amor familiar, no serviço do bem comum, no potenciar da solidariedade, que é o primeiro passo para a fraternidade” – disse o Patriarca de Lisboa. Linhas que levam á meditação “da importância da missão dos cristãos na cidade. Eles exercerão a sua competência com sentido humano e fraterno, o modelo de cidade que querem edificar não se esgota no progresso material, pois ela só será verdadeiramente humana, se for fraterna”. Com o aproximar do Congresso Internacional da Nova Evangelização e da Missão na Cidade que se realizarão este ano em Lisboa, D. José Policarpo disse aos finalistas que ser evangelizador na cidade é “empenhar-se profundamente na realidade humana da cidade, movidos pelo ideal cristão de verdade, de amor e de serviço, de fraternidade e de paz, dando a Deus, na construção da cidade, o lugar que Lhe pertence e que ninguém Lhe pode tirar; quando muito podemos esquecê-l’O.” Aos milhares de universitários, o bispo de Lisboa referiu também na homilia que a presença deles na cerimónia de bênção “é uma expressão do cruzamento da nossa realidade humana com a fé e a luz que ela nos trás. É importante perceber que não pode haver dicotomia ou separação existencial entre estas duas realidades”.


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