O que significa hoje a Vida Consagrada? Agência Ecclesia 01 de Fevereiro de 2009, às 14:43 ... Os religiosos e religiosas de Portugal querem ser conhecidos e reconhecidos, mas para isso é preciso repensar a forma como comunicam com a sociedade de hoje. Muitos são os desafios que se levantam a estes homens e mulheres, recordados num Dossier da Agência ECCLESIA por ocasião do dia da Vida Consagrada, que a Igreja celebra a 2 de Fevereiro. O presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP), o sacerdote Dehoniano Manuel Barbosa, admite que “há desafios concretos que permanecem e outros que vão surgindoâ€, destacando em particular “o lançamento da página da CIRP na Internet, a edição de um Anuário CIRP e uma atenção redobrada à comunicaçãoâ€. Em estudo está também a a publicação de um estudo para assinalar o I Centenário da expulsão das Ordens e Congregações na I República e a participação num Congresso Internacional sobre as Ordens Religiosas, em 2010. Na Igreja Católica, a vida consagrada é constituÃda por homens e mulheres que se comprometeram, pública e oficialmente, a viver (indivualmente ou em comunidade) os votos de pobreza, castidade e obediência para toda a vida. Hoje inclui leigos, sacerdotes, religiosas e religiosos. AIr. Fátima Pires escreve que “os votos de pobreza, castidade e obediência são uma força nesta caminhada. Através do voto de castidade tornamo-nos mais livres para amar Jesus Cristo e nos deixarmos amar por Ele, para amar a todos com coração universal. O voto de obediência torna-nos mais livres para uma resposta pronta ao chamamento que Deus nos vai fazendo em cada momento, assim como a participar com Cristo na sua missão redentora. O voto de pobreza também nos torna mais livres e desprendidas do supérfluo, mais atentas ao essencialâ€. D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro e Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, pede na sua mensagem para este dia que “São Paulo nos ajude a perceber e a viver nesta certeza de fé a alegria e a generosidade de consagrados(as) e a descobrir o sentido permanente de vidas dadas por amor onde o rosto da Igreja se faz mais belo e se torna mais eficaz a sua missãoâ€. O Pe. AbÃlio Pina Ribeiro, claretiano especialista nas questões da vida consagrada, diz que estas pessoas “não são mais do que os outros fiéis cristãos. Seria uma insensatez pensá-lo. A sua vocação, porém, leva-os a aspirar sempre a mais entrega, a dar respostas mais evangélicas e actualizadasâ€. Para a Ir. Deolinda Rodrigues, Missionária Dominicana do Rosário, estamos em face de uma “tremenda crise de vocações e envelhecimento das comunidades, que muito nos faz sofrerâ€. Para ela, “ser religiosa hoje, é uma grande sorte e até um privilégio, apesar de, humanamente, tudo parecer o contrário. Mas eu, não só o afirmo com plena convicção, como profundamente o agradeçoâ€. A Ir. Maria Júlia Bacelar trabalha junto de “mulheres vÃtimas de exploração sexual, no tráfico de pessoas ou em práticas de prostituição, na violência conjugal ou na exclusão socialâ€.Ela e as suas irmãs de comunidade procuram ser “geradoras de Vida, alimentadas na Eucaristia que depois se prolonga fora do temploâ€. Segundo o Pe. Leonel Claro, Missionário Comboniano, a vida consagrada de dimensão marcadamente missionária é uma “desafio de alto riscoâ€. “No mundo em que vivemos cada um por si, onde cada um tem tudo, onde a fraternidade tende a desaparecer, onde não preciso de sair de casa para ter tudo; como propor a um jovem uma vida de partilha, de fraternidade, de vida comunitária, de serviço, de dom total da sua vida em situações de guerra de violência de aniquilamento dos direitos humanos fundamentais?â€, questiona. Depois de todos estes testemunhos, regressa-se à questão inicial: como devem os religiosos e religiosas comunicar com a sociedade? Carlos Liz, especialista que tem trabalhado com os religiosos portugueses na área do Marketing, afirma que “a Vida Religiosa com as suas largas variantes em feminino e masculino, contém uma forte afinidade com a Contemporaneidade que, precisamente, valoriza a diferenciação de propostas de valorâ€. “Este traço identitário do Universo Religioso –a pluralidade de abordagens, historicamente testadas – deveria abrir caminho para um irresistÃvel impulso à comunicação com o exterior, com todos os exteriores possÃveis, enriquecendo o debate social, dando o seu contributo, exercendo o direito próprio em sociedades abertas e cada vez mais colaborativasâ€, conclui. Dossier AE • Mensagem para o Dia do Consagrado • Desafios à Vida Religiosa em Portugal • «Não só vale a pena, como vale a alegria» • Ser consagrada, hoje • Os religiosos e a comunicação para a sociedade • Consagrado e missionário hoje • Adorar em todos os momentos da vida • A instrução sobre o serviço da autoridade e a obediência Vida Consagrada Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...