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Os benefícios do Pentecostes

Luís Filipe Santos
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Na celebração de Pentecostes, D. Teodoro de Faria, Bispo do Funchal, ao referir-se “ao sopro ou ruído de Deus, característico do Pentecostes”, disse que aquele ruído “é diferente do barulho das praças e das ruas. É muito diverso das gritarias das discotecas a que estais habituados. O sopro de Deus não provoca estragos na alma das pessoas. É um espírito de vida que transforma e enriquece as pessoas por dentro”. E sublinhou: “conhecemos a sua presença pelos efeitos, pelo bem que realiza, pela caridade, pelo perdão que se dá, pela alegria interior que se manifesta, mesmo nos momentos de tristeza e de morte. Este ruído não faz mal a ninguém. É sinal de uma realidade que não se vê, nem se escuta, mas modifica a vida das pessoas”. No decorrer da Eucaristia, o prelado funchalense, que administrou o Sacramento do Crisma a mais de uma centenas de jovens, disse também que “os santos e os mártires são as pessoas que melhor mostram como o sopro de Deus transformou, não apenas as suas pessoas, mas também a sociedade e o ambiente humano”. Para sentir este sopro de Deus, “precisamos da oração, de silêncio interior, de recolhimento e da participação na liturgia no Domingo. Se algum de vós, depois deste dia em que recebestes o Crisma, se esquecer de se reunir com os amigos de Deus na missa de domingo, não ouvirá essa voz do espírito e ficará vazio por dentro, embora cheio de ruídos, gritos e vozearia exteriores”. E adianta: “Infelizmente há gente que não tem outro interesse senão a destruição de si próprio, com a droga, com o abuso do álcool, com a corrupção dos costumes, principalmente traindo o seu amor. Para estudar e saber, para ser útil na sociedade, para ter lugar na Madeira ou na Europa, é preciso ter fogo na alma” – sublinhou D. Teodoro de Faria.


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