Nacional

Os efeitos perversos da globalização

Luís Filipe Santos
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Os efeitos perversos da globalização No V Congresso das Cáritas Hispano – Latino Americanas e das Caraíbas, a decorrer de 1 a 3 de Julho, Madrid, a presidente da Cáritas de Jerusalém referiu que “o apoio dado pela Igreja Católica, sobretudo na ajuda humanitária, têm sido de extrema importância para aquele povo particularmente na ajuda prestada aos palestinianos” – disse à Agência ECCLESIA Eugénio da Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa e um dos convidados especiais para este encontro, no final do primeiro dia de trabalhos. Aos participantes, este elemento da Cáritas de Jerusalém, deixou uma palavra de esperança e “agradeceu o apoio dados pelas Cáritas de todo o mundo”. Derivado ao isolamento de muitas famílias, especialmente aquelas que se encontram na Faixa de Gaza, a Cáritas “tem de dar o pão”. Era preferível ensinar a pescar e não dar o peixe mas ,como salientou Eugénio da Fonseca, aquele povo “precisa é de paz”. A cana que Jerusalém necessita “tem um nome: paz” e esta só aparece “depois da resolução daquele conflito que dura há largos anos”. Para além deste testemunho, elementos das Cáritas das Honduras e do Panamá também referiram os problemas que as «suas sociedades» sofrem. Nas Honduras a questão fundamental “passa pelo abate indiscriminado das florestas e os interesses económicos que estão por detrás disto”. Em relação ao Panamá, “o povo sofre derivado aos problemas relacionados com o canal, que está nas mãos de estrangeiros, e o consequente alargamento e roubo dos campos a muitas famílias” – verificou Eugénio da Fonseca. Modelos de mercados que atingem negativamente os mais desfavorecidos e que, nas palavras de Eugénio da Fonseca, são “os efeitos perversos da Globalização”.


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