Os azulejos são um elemento catequético e de evangelização, que tem de ser respeitado e não desvalorizado. A ideia foi defendida por vários intervenientes nas XI Jornadas do Património Cultural da Arquidiocese de Braga, realizadas dia 28 de Maio, e subordinadas ao tema “Os azulejos ou… a arte com brilho e cor”. Na opinião de Patrícia Roque de Almeida, mestre em História de Arte, “o azulejo é um meio muito eficaz de transmitir a mensagem, catequisar e evangelizar. Ao mostrar a vida exemplar dos Santos e ao representar a História da Salvação, transmite a Palavra / o Evangelho e aproxima do homem de Deus”. Na abertura dos trabalhos das Jornadas, o director do Gabinete de Actividades Culturais do Instituto de História e Arte Cristãs, Cón. José Paulo Abreu, salientou o facto de os azulejos serem um elemento “arquitectónico, estético e catequético. Espero que os possamos estimar e conservar melhor”.
Segundo o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, conhecer, preservar e fruir o património tem as suas exigências. «É preciso criar uma mentalidade e sensibilização. Por vezes “o facilitismo impõe-se”, mas a “arte e o património não podem condescender com a facilidade”, acrescentou o Arcebispo de Braga.
Para D. Jorge Ortiga, a azulejaria “é uma temática que tem importância pelo passado e pelo presente. Se há azulejos com qualidade, devemos preservá-los”. “É importante reflectir sobre esta temática, para respeitarmos este património. Se usamos hoje o azulejo, que ele seja bem usado”.
O Arcebispo de Braga deixou um desafio, no sentido de se criar sensibilidade “para que não se opte pela solução mais fácil e cómoda, que muitas vezes é deitar abaixo, sem conservar. Se não está completo, às vezes pensa-se que é mais fácil destruir. Isto é que nos incomoda”. Na opinião do prelado, “a Igreja tem um património significativo nesta área e tem responsabilidade de o tratar bem e com o carinho que merece”.