Nacional

Os valores da Escola Cat贸lica versus o individualismo da sociedade

Lu铆s Filipe Santos
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A for莽a da Escola Cat贸lica, 鈥渇iel a um projecto educativo鈥, est谩 na 鈥渢eia de rela莽玫es e de compromissos鈥 que 鈥渘茫o deixa ningu茅m nem nenhuma actividade fora dos seus objectivos e propostas鈥 鈥 adiantou D. Ant贸nio Marcelino, Bispo de Aveiro, no I Congresso Nacional da Escola Cat贸lica, a realizado em F谩tima, de 13 a 15 de Novembro. A cultura 鈥渕elanc贸lica do desencanto鈥 dos tempos correntes tem as suas ra铆zes sociais 鈥渘um mundo que p玫e no centro o econ贸mico, se torna cada vez mais burocratizado e frio, num mundo de cosmovis玫es fragmentadas鈥. Apesar desta situa莽茫o, o orador sublinhou que o projecto educativo da Escola Cat贸lica passa pela ajuda aos alunos a fazer 鈥渁 s铆ntese entre a cultura e a f茅鈥. E avan莽a: 鈥渟em que para isso desvie o ensino do seu objectivo, antes, fazendo-o a partir da sua melhor compreens茫o e aprendizagem. O crescimento pessoal s贸 鈥溍 normal e verdadeiro鈥, quando orienta e 鈥渆xprime a harmonia de todas estas dimens玫es e logra esse objectivo鈥 鈥 refere o bispo de Aveiro A sociedade contempor芒nea necessita de 鈥渁doptar metodologias complementares onde os valores predominem鈥 鈥 foi o apelo do Pe. Jos茅 Fernandes, coordenador Pedag贸gico das Escolas Salesianas. Perante este panorama 鈥渋ndividualista鈥 e num congresso subordinado ao tema 鈥淓scola Cat贸lica 鈥 proposta e desafio鈥, o conferencista deixou algumas linhas program谩ticas: 鈥渁credito num futuro risonho鈥 da APEC (Associa莽茫o Portuguesa de Escolas Cat贸licas) se existir 鈥渦ma uni茫o de esfor莽os e uma lideran莽a carism谩tica da Escola Cat贸lica鈥. Uma tomada de posi莽茫o para alterar o rumo dos acontecimentos porque s贸 assim 鈥渁s pedagogias deixar茫o de ser materiais鈥 鈥 refor莽ou o Pe. Jos茅 Fernandes 鈥淎s Escolas Cat贸licas n茫o s茫o independentes das pol铆ticas de educa莽茫o dos governos e das inst芒ncias internacionais e europeias鈥 - sublinhou Gilbert Caffin, representante do C.E.E.C. (Comit茅 Europ茅en d麓脡ducation Catholique). Na sua interven莽茫o, este representante do CEEC no Conselho da Europa, h谩 mais de vinte anos, disse tamb茅m 脿s nove centenas de participantes que 茅 tempo de 鈥渁brir a Escola Cat贸lica a uma concep莽茫o mais alargada de escola de inspira莽茫o crist茫, rica de todas as tradi莽玫es鈥. E adianta: 鈥淐onstruir uma grande cadeia ecum茅nica, entre os educadores鈥. Na nova Europa, os educadores crist茫os ter茫o a tarefa not谩vel 鈥渄e se transportarem ao cora莽茫o da nossa heran莽a鈥. S贸 assim poder茫o ajudar a 鈥渉umanidade a superar este momento de crise da hist贸ria humana鈥. 脡 a aplica莽茫o dos valores, apesar de Gilbert Caffin referir que esta palavra 鈥渆st谩 demasiado banalizada鈥. No fim de um curr铆culo escolar, os resultados, 鈥渓egitimamente esperados鈥 pelos alunos, pela fam铆lia e pela sociedade devem 鈥渋r para al茅m da nota final, outorgada pelo j煤ri do exame鈥. A Escola Cat贸lica tamb茅m 茅 鈥渓egitimamente julgada por estes resultados鈥 mas 鈥渘茫o apenas por estes鈥 鈥 apelou D. Ant贸nio Marcelino 脿 comunidade educativa presente no Centro Paulo VI, em F谩tima. Aos participantes, o conferencista pediu tamb茅m que ajudem os alunos a assimilar progressivamente 鈥渙s valores perenes e aut锚nticos e para a dimens茫o que, neles, ultrapassa a medida do tempo鈥. Quando se critica a Escola Cat贸lica como um estabelecimento de ensino para elites e para ricos, D. Ant贸nio Marcelino acentua que 鈥渘unca a Escola Cat贸lica, por sua natureza, pode ser uma escola fechada e elitista鈥. Por sua voca莽茫o, a Escola Cat贸lica 鈥溍 uma escola de todas e para todos鈥 鈥 finaliza D. Ant贸nio Marcelino


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