Centenas de participantes ligados ao sector da saúde estiveram até hoje (22 de Março) a reflectir sobre “a visão da dor no sentido mais abrangente e global possível” -disse à Agência ECCLESIA Frei Hermínio Araújo, um dos elementos da Comissão organizadora do I Congresso sobre “Dor e seus significados” promovido pelo Centro de Bioética e Enfermagem, da Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias. Normalmente – adiantou este elemento – as pessoas “têm uma visão da dor muito ligada à sua dimensão física”. Realizado na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, dias 21 e 22 de Março, neste congresso abordaram-se várias temáticas: “Dor na Criança; Dor na Pessoa com Deficiência; Dor da Pessoa em Sofrimento Mental e Dor dos Outros”.
A eliminação da dor não passa “somente com analgésicos” mas “devemos estar atentos às questões e à forma como as pessoas fazem a sua hierarquia de valores e prioridades” – sublinhou aquele sacerdote franciscano. E acrescenta: “nota-se ainda uma falta de preparação” nos profissionais de saúde para ver “a dor para além do aspecto físico”. Apesar desta constatação “as portas estão a abrir-se”. Frei Hermínio Araújo falou aos presentes como capelão e disse-lhes que “não basta de boas intenções” porque “é preciso ter competências”. Ao nível da Igreja ninguém fala de diagnóstico espiritual mas “temos de levar a sério este ponto”. Só com a identificação das necessidades espirituais é “que podemos fazer uma correcta terapia espiritual” – contou.