E lamenta: a organização económica é muito poderosa e domina as políticas governamentais
A situação dos trabalhadores “está cada vez mais grave”. Esta foi uma das conclusões do Conselho Nacional da Pastoral Operária, realizado dias 24 e 25 de Setembro, em Aveiro. Em declarações à Agência ECCLESIA Ana Maria Santos, coordenadora da Comissão Nacional da Pastoral Operária, sublinhou que a “precariedade no trabalho” e o desemprego afectam muitas famílias portuguesas”. Apesar destas condições a “pessoa deve estar no centro”. A Comissão Nacional da Pastoral Operária integra vários movimentos da Acção Católica (LOC, JOC e MAAC) e religiosas/os que trabalham neste meio operário.
Ana Maria Santos refere também que a organização económica “é muito poderosa” e “domina as políticas governamentais”. Uma força que “destrói os valores” mas “é difícil explicar este poderio”. Com o novo ano pastoral à porta, a coordenadora afirma que as apostas para este ano passam pela “apoio aos movimentos e dignificar cada vez mais o homem”. E acrescenta: “face a estes problemas do trabalho teremos uma atenção especial à família trabalhadora”.
A Comissão Nacional da Pastoral Operária tem tomado posições sobre estas questões mas “o eco não é muito visível”. A comunicação social – lamenta Ana Maria – faz parte “desses grupos económicos”.