Portugal: Dehonianos chamados a «trabalhar ativa e efetivamente» por mundo «mais justo»

«Chamados a ser misericordiosos» foi lema da peregrinação a Fátima que celebrou 50 anos da criação da provÃncia
Lisboa, 07 jun 2016 (Ecclesia) – A Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) está a celebrar 70 anos em Portugal e 50 anos da criação da província nacional, cujoo responsável explicou que não podem passar “ao lado e indiferente ao drama de tantos irmãos”.
“É necessário denunciar a injustiça e exploração, é urgente trabalhar ativa e efetivamente por um mundo mais justo, em que todos sejam respeitados na sua dignidade de pessoas, de filhos de Deus”, destacou hoje o padre José Agostinho de Figueiredo Sousa.
À Agência ECCLESIA, o provincial dos Dehonianos recorda que no tempo da fundação da congregação (século XIX), o padre Leão Dehon (1843-1925) insistia na ideia de estarem “presentes onde é mais necessário” e irem ao encontro dos “irmãos mais pequeninos, frágeis e marginalizados” que hoje são “os refugiados, os migrantes, os desempregados, os sem-teto e sem pão”.
O padre José Agostinho de Figueiredo Sousa e o seu conselho tomaram posse há um ano como responsáveis da Província Portuguesa da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus, um tempo que tem servido “sobretudo para contactar e estabelecer diálogo” com cada um dos confrades e com as comunidades, num período de “mudanças”.
“Uma das prioridades era mesmo a de preparar esta reestruturação, acompanhada também de um estudo de adaptação e redimensionamento das nossas casas e obras, tendo em conta as mudanças verificadas nos últimos anos em contexto eclesial e social”, acrescentou.
Segundo o provincial a reestruturação das comunidades “está a ser ultimada”, o estudo vai “prosseguir, a par duma vontade reforçada” de empenharem-se “ainda mais no trabalho missionário ad gentes e na pastoral social” com uma “presença maior nas periferias da existência humana”.
“A pastoral universitária constitui também uma das nossas prioridades nos anos mais próximos”, assinalou ainda.
A Peregrinação Dehoniana a Fátima, nos dias 4 e 5 de junho, este ano teve um “significado especial” com um “olhar de gratidão por todos estes anos já vividos”, no âmbito dos 70 anos de presença em Portugal e 50 anos da criação da província.
“Lembrámos os pioneiros italianos que nos fundaram, passámos em revista os momentos mais marcantes da nossa história e da nossa ação pastoral em Portugal”, recordou o padre José Agostinho de Figueiredo Sousa.
‘Chamados a ser misericordiosos’ foi o tema da peregrinação que congregou em Fátima a Família Dehoniana, colaboradores, familiares, amigos e benfeitores e estiveram também unidos ao resto da congregação, simbolizada na presença do Conselheiro Geral padre Artur Sanecki e duma representação de Espanha.
“Fátima é sempre um lugar especial para agradecer estes momentos especiais da nossa vida”, disse o provincial.
Os Dehonianos em Portugal têm-se dedicado à pastoral vocacional e à formação dos seus candidatos nos diferentes Seminários e casas de formação, “à educação e ensino”, incluindo o ensino teológico e superior, “à pastoral paroquial, à pastoral espiritual, nomeadamente através do sacramento da reconciliação”, explicou hoje o padre José Agostinho de Figueiredo Sousa.
A pastoral social, “pela promoção dos mais frágeis e carenciados”, e as missões - Moçambique, Angola, Madagáscar, Índia e Oriente - também fazem parte dos serviços que a congregação presta “à Igreja e à sociedade nos dias de hoje”; São “pouco mais de uma centena de religiosos”, em 15 comunidades no continente e ilhas, contando com os confrades em serviços fora do país, e ainda quatro bispos - três em Portugal e um em Madagáscar.
CB
Dehonianos