Portugal não tem voz própria sobre a ratificação da convenção de protecção dos migrantes
Portugal deveria marcar um “passo medido e corajoso no avanço para estas promoções culturais” – sublinhou à Agência ECCLESIA D. Januário Torgal Ferreira, Presidente da Comissão Episcopal de Migrações Turismo, a propósito da ratificação da Convenção Internacional da ONU sobre a Protecção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes. E adianta: tenho pena que muitos países não tenham assinado a convenção”.
Até ao momento só ratificaram este documento 22 países mas D. Januário lembra que Timor “foi o país que possibilitou o estatuto jurídico à convenção”. E acrescenta: “é uma lição para nós” porque “Timor já nos superou na solidariedade”. Sobre a hipótese de Portugal ser o vigésimo terceiro país a ratificar esta convenção, o prelado disse que “não acredito”. E explica as razões: “Portugal já não tem voz própria, faz aquilo que os mais valentes e poderosos fazem. É um aluno que está lá atrás muito encostado à parede” – finaliza.