Portugueses a caminho de Sibiu LÃgia Silveira 30 de Agosto de 2007, às 17:27 ... III Assembleia Ecuménica Europeia Uma experiência ecuménica que vai abrir horizontes à delegação portuguesa, composta por cerca de 30 pessoas, que dia 4 viajam até Sibiu, na Roménia para participar na III Assembleia Ecuménica Europeia que decorre até 9 de Setembro. Conhecer outras tradições eclesiais, oportunidade para reflectir e celebrar em conjunto e também porque “há uma diversidade de temas prementes no trabalho ecuménico e que são linhas de continuidade dos desafios europeus lançados na carta ecuménicaâ€. São aspectos possÃveis de serem trabalhados em comum - ecologia, espiritualidade, testemunho, justiça e paz, e “um lato campo onde se pode trabalhar, assim como pode ser muito desafiante perceber as experiências de outros grupos ecuménicosâ€, sublinha João LuÃs Fontes. Portugal é um paÃs, oficialmente, de maioria católica. Segundo o delegado da Conferência Episcopal Portuguesa para a Assembleia Ecuménica “nunca se prestou muita atenção a outras igrejas que acabam por ser numericamente menos significativas, mas que não puderam ter, durante muito tempo, visibilidade públicaâ€, sublinha, lembrando o exemplo da Igreja Protestante, que desenvolve um trabalho ecuménico e está presente em Portugal desde o séc. XIX. O trabalho conjunto ajuda à mútua compreensão e “alarga perspectivas sobre o que é possÃvel fazerâ€. João Fontes explica que “o caminho ecuménico foi sendo feito†e sobretudo o trabalho juvenil foi desencadeado a partir dos desafios lançados na II Assembleia Ecuménica que decorreu em Graz, na Ãustria, em 1997. O próprio grupo ecuménico jovem foi criado depois da participação portuguesa, em 1997. Desafios nascidos das assembleias são, segundo o delegado da CEP “muito válidosâ€. O trabalho realizado pelo grupo ecuménico jovem vai ser apresentado através de exposições - “um espaço que foi cedido na Ãgora e onde se vão encontrar as diversas organizações e movimentos apresentando várias iniciativas e também numa conferência, onde queremos dar a conhecer o percurso realizado em Portugalâ€. O caminho para o ecumenismo tem necessariamente de ser iniciado com a “conversão pessoal, pois se não houver pessoas despertas para esta urgência de reconciliação e unidade, não se caminhaâ€. De qualquer forma o enriquecimento exterior valoriza e abre perspectiva do que se pode desenvolver nacionalmente. “A participação em Graz é fruto de uma dinâmica interna que se sentiu estimulada pelo exemplo de outros, mas que continuou depois em Portugalâ€. O grupo ecuménico jovem desenvolve o seu trabalho através da realização de encontros nacionais - Fórum Ecuménico Jovem, mas também pelo contacto com diferentes religiões do paÃs para “ir sensibilizando os jovens das várias dioceses para a importância do ecumenismoâ€, explica João Fontes. Existem ainda experiências ecuménicas “mais locais†que “inicialmente foram centradas na Semana da Oração pela unidade dos cristãosâ€, mas que vai depois desencadeando outras acções. Viagens a Taizé são também frequentes. Sobretudo no Verão “tentamos propor alguma actividade que possibilite a perspectiva de trabalho ecuménico a nÃvel socialâ€, explica, relembrando o trabalho desenvolvido com os Irmãos São João de Deus na Casa de Saúde do Telhal, onde os jovens trabalharam com doentes. Os jovens mostram-se “mais sensÃveis sem o peso de alguma memória históricaâ€. Isto permite “estar aberto e presdisposto a descobrir mais facilmenteâ€. Sérgio Alves, da Igreja Lusitana, encara a participação na III Assembleia Ecuménica como um “desafio que dará linhas de visão para a missãoâ€, aponta à Agência ECCLESIA. O próprio tema do encontro «Luz de Cristo ilumina todos», “significa que é para todos, mesmo os que nós não queremos ou não gostamosâ€, sublinha. Para a Igreja Lusitana “o ecumenismo não é apenas uma área de intervenção, mas é uma vocação da sua missão e enquanto isso devemos comprometer-nos com a partilha da fraternidade e a reconciliação com as igrejasâ€, aponta o jovem que relembra a presença da Igreja Lusitana nas diferentes etapas e encontros de preparação. Sérgio Alves dá conta de uma dualidade no relacionamento entre as Igrejas em Portugal. “Ao nÃvel das bases sente-se um diálogo bastante positivo e estamos a atravessar uma boa faseâ€, explica acrescentando que o Fórum Jovem tem ajudado a dar “fortes passos entre os jovens que procuram saber maisâ€. Ao nÃvel da hierarquia “tem-se sentido dificuldades, é mais lenta, com mais avanços e recuos mas a força das bases pode reforçar o trabalho nas hierarquiasâ€, admite. A delegação portuguesa é bastante “plural†em termos de Igrejas e de trabalho juvenil, “tem também um grande campo de trabalho e partilhaâ€, por isso Sérgio Alves acredita que juntos em Sibiu vão “todos tomar consciência da necessidade de construir uma Europa baseada na luz de Cristoâ€. Temas como a imigração, a paz, a ecologia, o diálogo teológico e sacramental, o reconhecimento de diferentes ministérios serão seguramente abordados, numa Assembleia que é um processo e por isso abre perspectiva para o Fórum ecuménico jovem no próximo ano. “O que vamos receber e dar, queremos ver depois transmitido de forma real e concreta aos grupos em território nacionalâ€, sublinha. Ecumenismo Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...