Presidente da CEP alerta para o aumento da pobreza Diário do Minho 19 de Setembro de 2005, às 10:16 ... Referendo sobre o aborto foi alvo de duras crÃticas O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. Jorge Ortiga, mostrou-se ontem preocupado com o aumento dos nÃveis de pobreza que se têm registado no Norte do paÃs, Ãndices que, segundo o Arcebispo de Braga, colocam a região em igualdade de circunstâncias com o Alentejo e o Algarve. Na homilia que proferiu durante a Eucaristia que marcou a Peregrinação arciprestal de Vila Verde ao Santuário de Nossa Senhora do AlÃvio, em Soutelo, o prelado também recordou aos fiéis da importância do plano pastoral arquidiocesano proposto para o triénio 2005/2008, subordinado à FamÃlia, e criticou a decisão tomada pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, em ter aceite a proposta de um novo referendo ao aborto. Perante os peregrinos oriundos das 57 paróquias da região de Vila Verde que confluÃram ao Santuário do AlÃvio para venerar Nossa Senhora, o Arcebispo Primaz voltou a lançar o desafio de se «promover um humanismo integral», numa altura em que «se notam desigualdades de foro económico e social gritantes». «É indispensável que se crie uma vida digna para todas as pessoas, num ambiente onde vai faltando a fraternidade e a solidariedade », sustentou o prelado, que se mostrou «preocupado com a pobreza registada na Região Norte, que caminha de forma acelerada para nÃveis idênticos à queles verificados no Alentejo e no Algarve». Recordando que «o modelo económico vigente já está esgotado, D. Jorge Ortiga disse que, para se ultrapassar a crise, «é necessário investir na inovação e num projecto económico global a longo prazo». «Interrupção é aborto!» O Arcebispo Primaz reportou- se, igualmente, à temática da FamÃlia, que dá o mote ao plano pastoral da Arquidiocese de Braga para o triénio 2005/2008. «Temos que acreditar que tudo nasce e parte da FamÃlia. Durante os próximos três anos vamos dar importância à pastoral familiar, questionando- nos sobre o tipo de lar que pretendemos construir », elucidou D. Jorge Ortiga, que avisou que existem pessoas que «propõem “modelos alternativosâ€Â». O prelado afirmou, então, que, confrontado com esta situação, «ninguém deve condenar este tipo de apreciações, mas também não se pode calar e deixar de denunciar esses equÃvocos». «Fomos empurrados para um referendo sobre o aborto e, por isso, estamos, como cristãos, perante uma realidade que nos toca profundamente », esclareceu o Arcebispo Primaz, que distinguiu o termos utilizados no enunciado do boletim. «Recordo que “interrupção voluntária da gravidez†é aborto! Não nos podemos deixar confundir», avisou o responsável, que lembrou, igualmente, que «a vida é vida desde o nascimento até à morte natural. Por isso, não nos deixemos enganar». «A questão reside precisamente nisto: no referendo teremos que escolher entre o “matar – sim†e o “matar – nãoâ€. A Igreja defende a vida como dom fundamental e, ao contrário da opinião de algumas pessoas, o aborto não é uma questão religiosa mas de direito humano », destacou D. Jorge Ortiga, que defendeu que «se a Igreja toma esta questão como sua, é porque se coloca ao lado da própria humanidade e defende a dignidade de todo o ser humano ». «Não nos deixemos confundir por aqueles que dizem que “a Igreja manipula a consciência das pessoasâ€Â», referiu o Arcebispo Primaz, que sugeriu que os fiéis tentassem «aprofundar e descodificar a opinião da comunidade cientÃfica sobre o aborto!». Diocese de Braga Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...