Nacional

Prioridades da Comissão Episcopal dos Bens Culturais

Luís Filipe Santos
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Dos vários campos de intervenção no património religioso, a Comissão Episcopal dos Bens Culturais da Igreja, que esteve reunida dia 23 de Setembro, em Fátima, destacou para este ano pastoral três capítulos: “inventariação, arquivística e museus da Igreja” – disse à Agência ECCLESIA D. Albino Cleto, presidente da referida comissão. Ao nível da inventariação, o prelado referiu que existem dioceses que já terminaram esta fase (Leiria e Beja) mas “temos outras que a têm a meio e outras mais atrasadas”. Um caminho a percorrer para que, a meio do ano, “possamos organizar uma exposição conjunta, entre as várias dioceses, onde se mostre que a inventariação permite-nos um conhecimento melhor de peças pouco conhecidas” – sublinhou D. Albino Cleto. Se as grandes obras de arte são conhecidas “temos outras, as mais pequenas, que só através da inventariação se descobrem”. Numa reunião, realizada no passado mês de Maio, a Comissão Episcopal dos Bens Culturais concluiu que os Institutos Religiosos estão “a ultrapassar as dioceses na organização dos seus arquivos históricos”. Segundo o prelado, as dioceses têm de “ser ajudadas na área da arquivística” e lamenta o atraso, em relação à Espanha, que “tem legislação eclesiástica sobre o funcionamento dos arquivos diocesanos e sua consulta”. Portugal, adianta D. Albino Cleto, ainda “está na fase de recolha”. E exemplifica: “há livros de óbitos, casamentos e baptismos (desde 1911) que não são necessários nas paróquias” e outras, que “estão quase desactivadas”, têm os livros “guardados num armário velho”. Perante esta situação, o presidente da Comissão Episcopal dos Bens Culturais aconselha a recolha desses livros “para outro local da diocese” apesar de “pertencerem à paróquia”. Com a composição, no último Verão, da Associação Portuguesa dos Museus da Igreja Católica, composta por 20 museus, “iremos reunirmo-nos e lançar algumas iniciativas”. Uma delas, apesar de ser tardia, opina D. Albino Cleto, seria as comemorações, nos próximos dias 27 e 28 de Setembro, “das jornadas europeias do património”. Todos os anos, a Europa promove as Jornadas Europeias do Património e a “Santa Sé adere e pede às dioceses, aos museus e às entidades eclesiásticas que corroborem estas jornadas”. Este ano, esta iniciativa terá como tema «O património cultural monástico da Europa”. Apesar das contingências “desafiaremos os nossos museus para que nesse dia, 27 de Setembro, assinalem esta data através de visitas guiadas ou entradas livres” – finalizou o presidente da Comissão Episcopal dos Bens Culturais.


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