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Publicações cristãs criam projecto publicitário

Lígia Silveira
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Projecto de angariação de publicidade para as publicações da Associação de Imprensa Cristã reúne em Fátima cerca de 50 publicações de inspiração cristã. O corte do «Porte Pago» exige a descoberta de outras formas de financiamento. Mas conforme explica o Pe. Elísio Assunção, director da «Fátima Missionária», não só a questão do «Porte Pago» põe abre a perspectiva da publicidade nas publicações. “Com isto criamos melhores condições financeiras para as administrações das publicações”. Sobre o projecto de angariação de publicidade “estamos a estudar a melhor forma de poder funcionar”. Parte integrante deste projecto passa por “podermos dizer aos anunciantes quem são os nossos leitores e, claro, quem são as pessoas a quem devem dirigir o seu anúncio”. A Universidade Católica Portuguesa “está a estudar um projecto para realizar este estudo”, que há-de ser apresentado “para discussão seja do ponto de vista do objectivo como dos custos”. A AIC está “à espera da sua proposta para poder desenvolver esse estudo”, afirma o Pe. Elísio Assunção. Os dois passos do projecto “desenvolvem-se simultaneamente”, adianta, “tanto a caracterização dos leitores como o funcionamento da angariação e gestão da publicidade”. Este projecto conta já com a adesão de cerca de 50 publicações. “Outras ainda se podem vir a interessar”. A imprensa de inspiração cristã “é credível no mercado. Temos a capacidade de fazer publicidade em todo o país”, uma vez que as publicações podem ser encontradas em todo o país. O esquema de venda de anúncios “prevê-se diferente uma vez que o anunciante vai pagar determinados anúncios”, explica. A publicidade a incluir “passará por certos requisitos e estará de acordo com a consciência dos nossos leitores”, sublinha. Para os anunciantes há todo o interesse em criara suportes publicitários “que sejam do agrado dos leitores a que se destinam”. Dão-se passos neste momento para desenvolver este projecto, estando ainda em discussão outras soluções. “Não são coisas ainda grandes, mas pequenos passos que permitem fazer avançar o projecto”. A preocupação é mesmo “estruturar bem o projecto”.


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