Nacional

Regularização dos ilegais brasileiros pode ser ponto de partida para a regularização de outros ilegais

Luís Filipe Santos
...

Regularização dos ilegais brasileiros pode ser ponto de partida para a regularização de outros ilegais Durante a visita de Luiz Inácio Lula da Silva, Presidente do Brasil, a Portugal foi assinado, hoje, dia 11 de Julho, um acordo que visa a regularização dos ilegais brasileiros a viver no nosso país. Se para a associação de brasileiros Movimento Brasil o acordo era esperado há muito tempo e “finalmente há uma decisão prática, uma atitude de conteúdo em relação ao problema dos imigrantes brasileiros ilegais em Portugal” – disse à Agência LUSA Aristides Moreira, presidente daquela associação, para o Pe. Veríssimo Teles, director do CEPAC, num “Estado Democrático as coisas devem ser iguais para todos”. E acrescenta: “é bom este primeiro passo mas não podemos esquecer os outros imigrantes” – disse à Agência ECCLESIA. Um tomada de posição “muito positiva mas devem ser vistos todos da mesma maneira” – realça Rosário Farmhouse, directora do Serviço dos Jesuítas a Refugiados. Apesar de desconhecer o acordo entre os dois países irmãos, o Pe. Veríssimo Teles refere que a tão “famigerada lei sobre imigração não está regulamentada” e que “não sabemos até que ponto já esta contemplada uma possível abertura para a legalização de outras pessoas”. Sobre a posição do Centro Pe. Alves Correia (CEPAC), o referido director adiantou que “nós temos pedido sempre que se legalize sempre as pessoas que estão cá e que estão a trabalhar”. Em relação ao acordo assinado o Pe. Veríssimo Teles disse “que não deve ser nenhum estatuto especial e se vier para eles também deve vir para os outros”. Numa Europa cada vez maior e “cada vez mais unida”, o esquecimento dos imigrantes de leste “é uma injustiça”. E acrescenta: “é muito bom que os brasileiros que sejam legalizados porque os outros é o processo seguinte”. Um processo que poderá ser benéfico para os imigrantes ilegais mas deixa um alerta às autoridades “há muita gente a passar fome e despejados de casa”


Migrações