Restauração do património histórico deve ser prioridade
Igrejas em zonas históricas de Lisboa sofrem de uma degradação visível
A Câmara Municipal de Lisboa deverá investir perto de um milhão de Euros num programa de conservação do património classificado, em especial igrejas, que esteja inserido nas áreas de intervenção dos programas de reabilitação urbana em zonas históricas. Obras importantes estão já em curso nas igrejas de Santa Catarina, São Nicolau, Madalena e Nossa Senhora da Saúde.
A autarquia vai atribuir subsídios às comissões fabriqueiras das igrejas, visando a execução das obras. A Câmara acompanha ainda a elaboração do projecto, o lançamento do concurso e a escolha das empresas encarregues da execução da obra.
Apesar de reconhecer que o município se tem empenhado nesta área, o Pe. Armando Duarte, pároco da Encarnação, Sacramento e Mártires alerta para os “custos difíceis de imaginar” que acarretar qualquer obra de restauro e conservação nesta área.
“Só para a igreja do Sacramento, que é a mais pequena, temos previsto gastar perto de 500 mil Euros”, explica à Agência ECCLESIA.
O director do Departamento dos Bens Culturais da igreja no Patriarcado refere que as três igrejas situadas na zona lisboeta da Baixa/Chiado poderão vir a ser recuperados com o apoio do Fundo Remanescente de Reconstrução do Chiado (FRCC). O fundo destina-se a financiar obras em edifícios situados dentro do perímetro geográfico limitado pelas ruas da Misericórdia e do Alecrim, Cais do Sodré e Paços do Concelho (na zona sul) e desde a Rua Nova do Almada até ao Largo da Misericórdia.
“Nestas zonas históricas os edifícios chegaram a um estado de degradação tão grande que custa descrevê-lo”, assegura o Pe. Armando Duarte. A ausência de fundos próprios em função da ausência de paroquianos residentes e o facto de o Chiado ter sido durante algum tempo um “verdadeiro estaleiro de obras” são as razões apontadas para este facto.
“A igreja do Sacramento abateu 12 centímetros com estas obras”, elucida.
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