O programa cultural da Semana Santa de Braga contribuiu para que a iniciativa se abrisse mais ao exterior. A ideia foi defendida ontem pelo cónego António Macedo, capelão da Irmandade da Misericórdia, no âmbito de uma sessão informativa dirigida a profissionais do turismo e a elementos ligados às unidades hoteleiras.
Houve tempos em que a própria Câmara Municipal punha as ruas a meia luz e véus negros nas lâmpadas para a passagem da procissão do Enterro do Senhor, na noite de Sexta-feira Santa. Já não é assim aquela que é “a mais emocionante, a mais rica e muito solene” procissão da Semana Santa de Braga, esclareceu ontem o membro do Cabido Metropolitano e Primacial da Sé.
Na Semana Santa dos nossos dias, as ruas deixaram de estar de roxo no Domingo de Ramos, de negro na quinta à tarde e branco no Domingo de Páscoa, mas são as mesmas por onde há muitos anos passam as procissões da Semana, que começam com a trasladação de uma imagem da Igreja de Santa Cruz para o templo do Seminário.
Segundo o presidente da Região de Turismo Verde Minho (RTVM), Henrique Moura, “a Semana Santa de Braga é o expoente máximo do turismo religioso em Portugal”.
Redacção/Diário do Minho