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Setúbal reuniu Agentes de Pastoral Social

Agência Ecclesia
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No Domingo da Santíssima Trindade, no Seminário Diocesano de S. Paulo, em Almada, realizou-se o Encontro de Agentes de Pastoral Social, da Diocese de Setúbal. Antes da celebração da Eucaristia, presidida pelo vigário-geral da Diocese e com a qual se iniciou o encontro, D. Gilberto Canavarro Reis saudou os participantes, recordando que os cristãos não podem dissociar a Eucaristia da Vida nem a vida da Eucaristia, tendo sido esta uma das preocupações que nortearam os objectivos delineados para o corrente ano pastoral. Reafirmou a necessidade de em cada paróquia existir, pelo menos, um grupo sócio-caritativo minimamente organizado e competente. Apelou para uma maior capacitação dos agentes da pastoral social, solicitando o empenhamento da Cáritas Diocesana para que assegure as acções de formação consideradas necessárias. Expressou o desejo da realização de um grande encontro que reuna todos os que colaboram nas diferentes instâncias promotoras da acção social da Diocese. Este encontro foi marcado pela reflexão em torno dos compromissos decorrentes da participação na Eucaristia, nomeadamente com os que mais se relacionam com a Estiveram representantes de grupos sócio-caritativos das paróquias de Almada (8), Alhos Vedros (4), Cacilhas (2), Cova da Piedade (4), Lavradio (2), Marateca (1), Pragal (1), Santa Maria da Graça (1) e S. Paulo (2); Centros Sociais Paroquiais de Cristo Rei – Pragal (2), do Feijó (2), da Cova da Piedade (6); Cáritas Diocesana (6). Os participantes concluíram que: 1 – O Compromisso Social do Cristão emana da sua condição de baptizado e alimenta-se em cada participação na Eucaristia. É urgente, pois, que todos os Cristãos tomem consciência dessa sua grande responsabilidade. 2 – A Pastoral Social, nem sempre ocupa o lugar que deveria ocupar no seio das Paróquias. É necessário que as comunidades cristãs testemunhem o «Amor de Deus», através da ajuda e do apoio aos homens e mulheres carenciados. 3 – Na Sociedade actual são múltiplos e variados os problemas que exigem respostas no âmbito do que costumamos chamar «Acção Social». Os Cristãos não podem alhear-se dessa actividade, sob pena de traírem a sua vocação de baptizados. A pobreza, o desemprego, a carência da habitação, a droga, a crise de valores, os imigrantes ilegais, são apenas alguns dos muitos domínios onde é preciso actuar. Um problema novo que é preocupante é o sobre-endividamento das famílias. 4 – O Compromisso Social dos Cristãos deve ser assumido por cada um de acordo com os talentos que recebeu de Deus, mas esse compromisso não pode orientar-se para o que é mais fácil e que gera menos «chatices». O Compromisso deve ser individual mas também é necessário que os Cristãos assumam responsabilidades em organizações de defesa dos necessitados: Instituições de Solidariedade Social, Sindicatos, Comissões de Trabalhadores, etc. Chama-se a atenção para a necessidade de substituir regularmente os Dirigentes das Instituições para dar oportunidade de liderança a pessoas mais novas. 5 - A vivência da caridade está em relação directa com a conversão para a qual é preciso assumirmos que a Eucaristia (Cristo partilhado) nos tem que levar a entregar Cristo e a entregarmo-nos com Cristo. 6 - Nas nossas comunidades cristãs, é grande a falta de (in)formação sobre o significado dos gestos litúrgicos, sendo urgente que a catequese (das crianças, dos adultos, de casais, etc.) o faça. 7- Tentar que, a partir da Eucaristia, a comunidade assuma como seus – e procure resolver – os problemas de pobreza e exclusão, recolhidos e apresentados pelo “serviço pastoral de acção social”. 8 - Procurar fazer da Eucaristia o centro da vida de comunhão (com+união) da Comunidade, numa manifestação de testemunho de Fé; actualmente está muito mais voltada para os aspectos “cultuais. Diocese de Setúbal


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