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Situação dos refugiados debatida em Lisboa

Agência Ecclesia
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VIII Congresso Internacional do Conselho Português para os Refugiados acolhe especialistas

Começou esta manhã, na Fundação Calouste Gulbenkian o VIII Congresso Internacional do Conselho Português para os Refugiados (CPR). A participar vai estar a alta-comissária adjunta das Nações Unidas para a Proteçcão, Erika Feller, que integra a equipa de António Guterres, Alto Comissário da ONU para os Refugiados (ACNUR). O Congresso, a decorrer em Lisboa até amanhã, Quinta-feira, incide sobre o tema “Refugiados: Cidadãos do Mundo”. O primeiro dia de trabalhos quer reflectir sobre os desafios da protecção internacional. A directiva de retorno e as implicações na protecção dos refugiados será analisada por António Vitorino, Comissário do Fórum Gulbenkian Migrações. A protecção internacional, os grupos mais vulneráveis e a descriminação serão temas a abordar ao longo da tarde desta Quarta-feira. O dia de Quinta volta-se para as propostas para a integração dos refugiados e grupos vulneráveis, contando para isso com a reflexão de Lénia Godinho Lopes, da direcção do CPR. A desigualdade de oportunidades no acesso ao mercado de trabalho e o acolhimento das crianças refugiadas serão temas a desenvolver ainda na parte da manhã. Será ainda apresentado o futuro Centro de Acolhimento para Crianças Refugiadas. De tarde, o tema em destaque é a ética jornalística e a problemática dos refugiados. Durante o encontro serão ouvidos testemunhos de refugiados provenientes de vários países que actualmente vivem situações de conflito, nomeadamente da República Democrática do Congo, da Colômbia e de Myanmar. Estarão ainda presentes o representante regional do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), Walter Irvine, a gestora do Programa da Comissão Europeia - Unidade de Acção contra a Discriminação, Brigitte Degen, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, o comissário do Fórum Gulbenkian Migrações, António Vitorino, professores universitários e especialistas. O CPR é uma ONG para o desenvolvimento (ONGD) sem fins lucrativos, independente e pluralista, inspirada numa cultura humanista de tolerância e respeito pela dignidade dos outros povos. Foi constituída em 1991 e tem como objectivo principal promover, através de análises, trabalhos e trocas de informações, uma política de asilo mais humana e liberal, a nível nacional e internacional. É o parceiro operacional do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) para Portugal. A partir de Dezembro de 1998, data do encerramento do ACNUR em Portugal, o CPR passou a representar esta organização no nosso país. Notícias relacionadas Mundo lembrou refugiados


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