Um ano complicado para a disciplina de EMRC em Beja Octávio Carmo 01 de Julho de 2003, às 17:42 ... Os responsáveis pelo Departamento do Ensino da Igreja na Escola da Diocese de Beja apontam o dedo à indiferença do Ministério da Educação face à E.M.R.C. “No que concerne à disciplina de E.M.R.C., tivemos, na nossa Diocese e a nÃvel nacional, um ano bastante complicado, com a ambiguidade do decreto-lei 6/2001, ao apresentar a E.M.R.C. no figurino curricular do 1º Ciclo, fora da carga horária semanal de 25 horas, e misturada com áreas não curriculares†constatam Leonor Teixeira Mestre e o Ir. José Domingos Gomes, em texto enviado à Agência ECCLESIA. “Esta disciplina que os pais e alunos escolheram para fazer parte da sua formação integral, tornou-se como que um complemento de “luxoâ€, onde só algumas escolas, com um gesto de benevolência, permitiram que esta continuasse a ser leccionada dentro das 25 horas, até porque, quando a lei foi publicada, já as aulas se tinham iniciado e estavam a decorrer dentro da normalidadeâ€, acrescentam. Na diocese de Beja cerca de 85% dos alunos do 1º Ciclo estão inscritos nesta disciplina, no 2º Ciclo são 65%, no 3º Ciclo 51% e no Ensino Secundário 8%. “São números bastante significativos para a Esta disciplina que como todos sabem, é de oferta obrigatória e de frequência facultativa em qualquer ano de escolaridadeâ€, referem os responsáveis. O DEIE avança com a informação de as horas de E.M.R.C. no ano lectivo 2003/2004 não serão pagas no 1º ciclo, ou seja, os docentes têm que ser voluntários, isto porque está numa 26ª hora. “Uma disciplina, com os seus programas curriculares para cumprir, com manuais próprios, com professores com formação nesta área, com avaliação, uma disciplina igual a qualquer outra, que foi escolhida pela maioria dos pais e alunos, só pode ser leccionada fora de horário e sem ser remuneradaâ€, lamentam. A Diocese de Beja assegura, desde já, que fará todos os esforços para que a disciplina seja leccionada em todas as escolas onde houver alunos inscritos. “Acreditamos que existem bastantes professores que vão aceitar leccionar sem remuneração, pois já fizeram questão de o manifestar a estes serviços, isto porque, ser Professor de Educação Moral e Religiosa Católica, não é somente uma profissão, mas um serviço pastoral, uma missão, plena de amor, dedicação e desinteresseâ€, referem estes responsáveis da equipa coordenadora do Departamento. Diocese de Beja Share on Facebook Share on Twitter Share on Google+ ...