“Os nossos planos pastorais são relativos” porque “com este ou aquele plano não modificamos muito a nossa actuação pastoral” – sublinhou à Agência ECCLESIA D. Manuel Felício, bispo da Guarda, em relação às grandes linhas programáticas do próximo plano pastoral daquela diocese. Este ainda não está definido até porque o conselho presbiteral só se realiza no próximo mês de Junho.
Em relação à Solenidade do «Corpus Christi», o prelado da Guarda realça que neste Ano da Eucaristia a celebração de amanhã tem “para nós uma particularíssima importância”. Ao longo do ano – observa D. Manuel Felício – “tivemos muitos sinais positivos de fé das pessoas e vitalidade das instituições”. Diz a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, nas sugestões, e propostas para este ano, o seguinte: “A Festa do Corpus Christi inspirou novas formas de piedade eucarística no Povo de Deus que se transmitiram até aos nossos dias. Entre elas temos a procissão que representa a forma típica das procissões eucarísticas: prolongar a celebração eucarística de modo que o Povo cristão preste um público testemunho de Fé e de veneração ao Santíssimo Sacramento”.
Esta orientação prática parte do desejo expresso pelo Papa João Paulo II, na sua carta apostólica “Mane Nobiscum Domine”, diz o seguinte: Viva-se, este ano, com especial fervor a solenidade do Corpus Christi, com a tradicional procissão. A Fé em Deus, que, ao encarnar, se fez nosso companheiro de viagem seja proclamada por toda a parte, de modo especial nas nossas estradas e no meio das nossas casas, qual expressão do nosso amor agradecido e fonte de inesgotável bênção” (n°.18).
Na Diocese da Guarda “vamos procurar também que a Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo seja uma resposta de Fé viva a estes dois apelos que envolvem a Solenidade da Celebração Eucarística e da Procissão. Nas paróquias e assembleias eucarísticas em que não se possa cumprir esta solenidade no próprio dia do Corpo de Deus, que se possa encontrar um outro domingo para esse efeito” – disse o bispo.