Nacional

Uma feira de promoção social

Luís Filipe Santos
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Em Viseu, a Cáritas e outras instituições mostram à população o seu trabalho

“Uma Iniciativa que pretende divulgar projectos de entidades públicas e privadas no campo social” – a forma como José Borges, presidente da Cáritas de Viseu, definiu à Agência ECCLESIA a I Feira Social Comunitária daquela cidade. Este evento que teve o início dia 2 de Junho e prolongar-se-á até amanhã (dia 4) pretende sensibilizar a comunidade para “a responsabilidade de todos na construção de uma sociedade mais solidária e com mais justiça social”. E acentua: “com vista a diminuir a pobreza, a exclusão social, a marginalidade e a criminalidade”. Com entidades que trabalham na área social e com quem a Cáritas de Viseu tem parcerias, esta iniciativa mostra aos habitantes da cidade de Viriato “as suas vertentes de trabalho”. Durante os três dias, os visitantes ao percorrerem o Mercado 2 de Maio (local da Feira) podem observar “ao vivo, ateliers com trabalhos de crianças, trabalhos feitos por deficientes e de pessoas que tiram cursos de formação profissional”. No sentido de sensibilizar a população “temos feito também conferências”. E adianta: “já fizemos uma sobre a questão da droga e também sobre a exclusão social e emprego”. Com cerca de uma vintena de stands, a I Feira Social mostra que estas instituições estão preocupadas com os mais necessitados. Para além da vertente informativa e formativa, a iniciativa tem actividades práticas. “Temos ateliers a funcionar com variados tipos de trabalhos”. E exemplifica: “até temos aqui jovens deficientes que estão fazer componentes de automóveis”. Pessoas do Centro de Emprego também fazem demonstrações na “parte de electricidade e marcenaria “ – refere José Borges. A I Feira Social mostra à opinião pública que estas instituições “trabalham” porque “muitas vezes pensa-se que nestas instituições não se faz nada”. Actualmente, a Cáritas de Viseu tem dois ATLs, um centro de ocupação juvenil (dos 12 aos 18 anos) e o Atendimento social. Olhando para a sociedade actual, José Borges salienta que os problemas de hoje são outros. “A parte do assistencialismo puro já lá vai. Estamos a trabalhar mais na linha da promoção social”.


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