Nacional

Uma festa para o Pe. Lourenço Ndjimbu

Luís Filipe Santos
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“Uma experiência marcante e altamente positiva” – foi a maneira como o Pe. Lourenço Ndjimbu, definiu a sua experiência de cinco anos em Portugal, a trabalhar na Capelania dos Africanos do Patriarcado de Lisboa. Este sacerdote angolano, da Província Espiritana de Angola, aproveitou também para tirar o curso de Sociologia que irá aplicar junto dos “meus irmãos em prol da evangelização” – disse à Agência ECCLESIA este sacerdote. A festa crioula, que congrega muitos africanos da diocese de Lisboa, e as várias peregrinações a Fátima “deixaram-me com mais ânimo para trabalhar”. Como sinal de agradecimento pelo trabalho realizado, na Igreja do Imaculado Coração de Maria, no Cacém, far-se-á, dia 11 de Janeiro, uma cerimónia de despedida onde “a festa não pode faltar” – disse também à Agência ECCLESIA o Pe. Veríssimo Teles, que trabalhou directamente com o Pe. Lourenço Ndjimbu. Como africano no meio de africanos, o Pe. Lourenço sublinhou que os africanos que nasceram em Portugal “têm dificuldades de integração nas comunidades” e “de acompanhar o ritmo”. E adianta: “não têm identidade definida”. Os outros, aqueles que “tiveram experiências dolorosas” nos seus países “adaptam-se com mais facilidade” – afirmou. Na ajuda a estes imigrantes, “a Igreja desempenha um papel fundamental” – finalizou. Para substituir o Pe. Lourenço Ndjimbu, o Pe. Veríssimo Teles adiantou à Agência ECCLESIA que virá para Portugal o Pe. Gaudêncio Sankando, tirará o curso de Jornalismo e ajudará na Capelania dos Africanos


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