Nacional

Vigília de Oração Ecuménica

AAVV
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Sobre "Cristo, único fundamento"

Muitas pessoas, na maioria jovens, acorreram, apesar do frio intenso, no dia 29 de Janeiro, pelas 21 horas, à Igreja do Coração de Jesus, em Viseu. D. António Marto, Bispo de Viseu e responsável da Comissão Episcopal da Doutrina da Fé e Ecumenismo, presidiu a uma Vigília de Oração Ecuménica, organizada pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil, sob o tema "Cristo, único fundamento". No final, o Bispo de Viseu testemunhou a sua alegria por este encontro: "Foi um belo momento de oração, muito bem preparado, onde não faltaram os cânticos de Taizé e quatro testemunhos de jovens que participaram no encontro de Lisboa; momento de oração integrado, ainda, na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. As pessoas, sobretudo a juventude, aceitaram o convite da Pastoral Juvenil! Apesar de não terem estado irmãos de outras confissões cristãs, não deixou de ser uma oportunidade para tomarmos consciência de que o ecumenismo não é só obra dos responsáveis das igrejas, mas de todo o povo de Deus". Sobre a importância da Semana de Oração pela Unidade, D. António Marto afirmou: " Esta semana não se pode ver isoladamente. Entra dentro do movimento ecuménico. Constitui um momento forte, pois une todas as igrejas na mesma oração a Jesus Cristo. É um momento forte para empenhar todo o povo cristão neste impulso para a unidade, que é um chamamento que Cristo nos faz. Será obra de Deus, mas exige o contributo humano. Muito se avançou, mas restam ainda feridas, mal-entendidos, preconceitos, obstáculos doutrinais. A semana deste ano tinha como lema "Cristo, único fundamento", para dizer aos cristãos que quanto mais unidos estiverem a Cristo e mais deixarem modelar a sua mente por Cristo, mais unidos estarão entre si". Quanto ao movimento ecuménico em geral, o balanço que o Bispo de Viseu faz é positivo: " No ecumenismo encontramos três fases. A primeira, foi a dos pioneiros, que se lançaram neste movimento com empenhamento e sacrifício, pois inicialmente não tinham a compreensão de todas as igrejas. É como a semente que vai germinando. Uma segunda, fase, foi com o Vaticano II, que imprimiu um grande impulso ao ecumenismo. Nestes 40 anos, fez-se um grande progresso na aproximação dos cristãos. Deixámos de olhar uns para os outros como concorrentes, rivais, estrangeiros, para nos olharmos como irmãos e irmãs em Jesus Cristo. As igrejas reconheceram-se, encontraram-se, caminharam para a unidade. Neste momento, pode dar a impressão que se está num impasse. Como em tudo na vida, por vezes, é preciso parar em ordem a um discernimento mais profundo. Creio que estamos nesta fase. Não podemos perder a esperança, porque o ecumenismo é irreversível e devemos estar abertos às surpresas do Espírito que de um momento para o outro é capaz de dar um impulso novo. É esta a nossa esperança!"


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