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Viseu: Bispo quer avaliar envolvimento dos padres no sínodo diocesano

Agência Ecclesia
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D. Ilídio Leandro pretende também saber se leigos estão «sintonizados» com as propostas sinodais

Lisboa, 03 jan 2012 (Ecclesia) – O bispo de Viseu, D. Ilídio Leandro, quer que os padres diocesanos avaliem o seu envolvimento no sínodo que decorre de 2010 a 2015 e se pronunciem sobre a participação dos leigos no processo.

“Que importância está a ter o Sínodo nas minhas Comunidades? Que tenho feito para isso?” são duas das interrogações que o responsável quer ver respondidas na próxima reunião de sacerdotes a nível de arciprestado, de acordo com uma nota publicada hoje no site da diocese.

O prelado quer também saber se os leigos estão “sintonizados com o Sínodo” e com as propostas feitas pelo seu secretariado, bem como se os padres lhes estão a dar “a possibilidade de conhecerem a importância do Concílio Vaticano II” (1962-1965), cujos principais documentos estão a ser objeto de estudo no âmbito do processo sinodal.

“Quais as dificuldades principais: nos grupos e nos animadores? Como superar as dificuldades e motivar uns e outros à ação?”, questiona o bispo, que também pergunta sobre a “formação cristã de adultos” que os sacerdotes realizam ou pretendem executar nas suas comunidades.

D. Ilídio Leandro pede igualmente ao clero que se pronuncie sobre as “ajudas concretas – a nível de conteúdos e de metodologias” que as estruturas da diocese podem prestar às comunidades e grupos.

“Sem qualquer pretensão, gostaria que cada Sacerdote refletisse estas questões. Peço aos Arciprestes que as partilhem na próxima reunião arciprestal e que elas constituam um ponto de ordem da reflexão, no sentido de se melhorar a participação de cada Comunidade no Sínodo Diocesano”, escreve o prelado.

O texto sublinha que “o Natal de Jesus e o anúncio do Reino – com a Evangelização, a formação e a vida missionária da Igreja – constituem a Ação mais extraordinária” confiada aos padres.

Os sínodos diocesanos são assembleias consultivas destinadas a discutir questões importantes das Igrejas particulares.

De acordo com o Código de Direito Canónico, devem ser convocados pelo bispo quando “as circunstâncias o aconselharem”, depois de ouvido o Conselho Presbiteral, órgão constituído por representantes dos padres.

RJM



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